No Senado os adeptos do Esperanto pretendem incluir a língua no Currículo do Ensino Médio.
O projeto de lei 27/08, proposto pelo Senador Cristovam Buarque (PDT-DF), determina a obrigatoriedade do ensino do idioma no segundo grau das escolas. As informações são da Agência Senado.
O esperanto é uma língua planejada, no final do século XIX, para se tornar comum a todas as nações. O objetivo do alemão Ludwik Zamenhof foi diminuir as dificuldades de comunicação, inclusive como forma de eliminar atritos entre os povos.
Fonte: Redação Terra
Publicado no Blog do Corumbá, 19/6/2009.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
terça-feira, 28 de julho de 2009
Eixos Temáticos para a Área de Ciencias Humanas e suas Tecnologias
Iza Aparecida Saliés
Como trabalhar com eixos temáticos na Área de Ciências Humanas e suas Tecnologias?
Eixos estruturantes da área
Cidadania;
Trabalho;
Cultura;
Relações entre o individuo e sociedade, instituições sociais;
Importância da participação política dos indivíduos e grupos;
Os sistemas de poder e os regimes políticos;
As formas de Estado;
Modos de Produção;
Produção e consumo;
Mercadoria;
Capital;
Será dada Continuidade ao assunto....
Como trabalhar com eixos temáticos na Área de Ciências Humanas e suas Tecnologias?
Eixos estruturantes da área
Cidadania;
Trabalho;
Cultura;
Relações entre o individuo e sociedade, instituições sociais;
Importância da participação política dos indivíduos e grupos;
Os sistemas de poder e os regimes políticos;
As formas de Estado;
Modos de Produção;
Produção e consumo;
Mercadoria;
Capital;
Será dada Continuidade ao assunto....
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Adolescente e jovem , uma construção social, a considerar ...
Iza Aparecida Saliés
A adolescência e a juventude são construções sociais, são classes de idades que, apesar de possuírem uma base material biológica a considerar, apresenta também, diversas necessidades , hoje consideradas pela sociedade do consumo e da tecnologia.
A adolescência e a juventude são construções sociais, são classes de idades que, apesar de possuírem uma base material biológica a considerar, apresenta também, diversas necessidades , hoje consideradas pela sociedade do consumo e da tecnologia.
Eles são portadores de um repertório cultura e social de conhecimentos, saberes, valores, atitudes, pouco respeitados pela família e pela escola. Esses atributos precisam ser considerados, pois esses atributos não coincidem necessariamente com a cultura escolar e, em particular, com a Proposta Curricular do Ensino Médio, que se propõe a desenvolver.
Os estudos mais recentes sobre a juventude apontam, que a convivência dos adolescentes e jovens, nesta sociedade, que apresenta diferentes paradigmas, provocam sérias reflexões sobre a atribuição da escola que temos, e conseqüentemente do tipo de Ensino Médio que estamos oferecendo, e vou mais além, será que estamos contribuindo para a formação desses jovens? Para a vida ou para o mundo do trabalho.
Que alunos estamos formando e ou preparando?
É muito significativo para os jovens e adolescentes, sentir protagonista do seu processo histórico social, por que não dizer, do seu processo ensino aprendizagem também, de maneira consciente, participativo , decisivo e negociador.
Por saber que faz parte de uma sociedade elitista e excludente, em que constitui um padrão de dignidade exigido para todos, tais modelos consequentemente também refletem no contexto escolar as características ( as necessidades dessa faze da vida)dos adolescente e jovens .
Hoje, é impossível separar o mundo da vida do mundo da escola. Os adolescentes trazem consigo sua linguagem e sua cultura e a escola perdeu o monopólio de inculcar significações que por ora não tem mais significado para o jovem, com isso, tendem à diversificação e à fragmentação.
Os estudos mais recentes sobre a juventude apontam, que a convivência dos adolescentes e jovens, nesta sociedade, que apresenta diferentes paradigmas, provocam sérias reflexões sobre a atribuição da escola que temos, e conseqüentemente do tipo de Ensino Médio que estamos oferecendo, e vou mais além, será que estamos contribuindo para a formação desses jovens? Para a vida ou para o mundo do trabalho.
Que alunos estamos formando e ou preparando?
É muito significativo para os jovens e adolescentes, sentir protagonista do seu processo histórico social, por que não dizer, do seu processo ensino aprendizagem também, de maneira consciente, participativo , decisivo e negociador.
Por saber que faz parte de uma sociedade elitista e excludente, em que constitui um padrão de dignidade exigido para todos, tais modelos consequentemente também refletem no contexto escolar as características ( as necessidades dessa faze da vida)dos adolescente e jovens .
Hoje, é impossível separar o mundo da vida do mundo da escola. Os adolescentes trazem consigo sua linguagem e sua cultura e a escola perdeu o monopólio de inculcar significações que por ora não tem mais significado para o jovem, com isso, tendem à diversificação e à fragmentação.
A escola que preciso e quero.
Iza Aparecida Saliés
Essa geração de jovem que está ai , sabe muito bem lidar com as tecnologias, domina saberes complexos, transita perfeitamente pelo mundo das linguagens, a visual, da internet, corporal, e outras, mas a linguagem da escola, aquela onde há a relação ensino e aprendizagem, a que acontece na sala de aula, essa sim, acontece em forma de monólogo, empobrecido, metodologicamente frágil, e desarticulação das demais linguagens conhecidas por eles.
Por essa razão, as aulas precisam ser revitalizadas, dinamizadas, significativas, para que os saberes formais seja construído coletivamente, que aconteça numa relação dialógica entre sujeito do conhecimento e orientador da aprendizagem, mediada pela interação entre o que ensinar o que necessariamente preciso aprender.
Assim sendo, ensinar e aprender deve permear toda a dinâmica escolar, pois formar jovens para a vida e para o mundo do trabalho, precisa antes de tudo, desenvolver habilidades e construir competências que possam prepará-los para o enfrentamento dessa realidade para aprender a conviver nesse mundo complexo, ec de insegurança e incertezas.
O conteúdo de ensino contextualizado com a realidade desse jovem será de fundamental importância para recompor antigas posturas pedagógica , prática, concepções filosóficas e até mesmo questionar as finalidades da escola do ensino e da aprendizagem.
As antigas aulas, pobres de fundamentação científica, ou seja, norteadas por conteúdos vazios de sentido, não podem mais fazer parte desse novo cenário educativo, a escolarização contemporânea exige novos estratégias pedagógicos, novas formas de lidar com o ensino e a aprendizagem, de modo que possam realmente interagir com a dita sociedade do conhecimento.
Iza Aparecida Saliés
A retórica sobre a concepção de educação que perpassou essas últimas décadas estavam sedimentadas na perspectiva de constituir um Currículo de Ensino para a Educação Básica, estruturado num Projeto Pedagógico a ser configurado pelo conjunto de atores envolvidos com as questões pedagógicas da escola e validado pela comunidade escolar.
Esse Projeto deve ter como intenção primeira, referendar e considerar os saberes que os jovens possuem, para que os mesmos sirvam de roteiro de análise do seu próprio contexto social e melhor identificar a sua própria realidade.
Baseados nessa perspectiva, a escola pode sugerir temas, conceitos ou conteúdos que contemplem e atendam necessidades educativas deles, e que possam compor a construção do conhecimento formal , função primordial da educação escolar.
Por isso, faz-se necessário, que a escola pare e organize um tempo coletivo para discutir, estudar, entre seus pares, temas, teorias, concepções que possam contribuir para formar jovens para a vida, para o mundo trabalho e continuar aprendendo.
Esse Projeto deve ter como intenção primeira, referendar e considerar os saberes que os jovens possuem, para que os mesmos sirvam de roteiro de análise do seu próprio contexto social e melhor identificar a sua própria realidade.
Baseados nessa perspectiva, a escola pode sugerir temas, conceitos ou conteúdos que contemplem e atendam necessidades educativas deles, e que possam compor a construção do conhecimento formal , função primordial da educação escolar.
Por isso, faz-se necessário, que a escola pare e organize um tempo coletivo para discutir, estudar, entre seus pares, temas, teorias, concepções que possam contribuir para formar jovens para a vida, para o mundo trabalho e continuar aprendendo.
Essa forma de ensinar e aprender que precisasser incorporada pelo conjunto da escola, devemos dominar, antes de tudo precisa ser entendida e aceita pelo professor, podendo ser realizada num constante exercício de diálogo compartilhado, mediado pela formação continuada, realizada pelo coletivo da escola.
Para Freire, elaborar o Projeto Político Pedagógico coletivamente, com a participação dos professores, coordenadores pedagógicos e dos jovens, a sua gênese, vai demandar a definição de objetivos, metas e finalidades do ensino, que escola temos, que escola queremos, que aluno vamos formar , essas respostas sairão da escola, ele terá que, enquanto instituição formadora, assumir posturas, optar por concepções e teorias que possam adequar às necessidades educativas e de formação, dessa clientela.
Para Freire, elaborar o Projeto Político Pedagógico coletivamente, com a participação dos professores, coordenadores pedagógicos e dos jovens, a sua gênese, vai demandar a definição de objetivos, metas e finalidades do ensino, que escola temos, que escola queremos, que aluno vamos formar , essas respostas sairão da escola, ele terá que, enquanto instituição formadora, assumir posturas, optar por concepções e teorias que possam adequar às necessidades educativas e de formação, dessa clientela.
Essa geração de jovem que está ai , sabe muito bem lidar com as tecnologias, domina saberes complexos, transita perfeitamente pelo mundo das linguagens, a visual, da internet, corporal, e outras, mas a linguagem da escola, aquela onde há a relação ensino e aprendizagem, a que acontece na sala de aula, essa sim, acontece em forma de monólogo, empobrecido, metodologicamente frágil, e desarticulação das demais linguagens conhecidas por eles.
Por essa razão, as aulas precisam ser revitalizadas, dinamizadas, significativas, para que os saberes formais seja construído coletivamente, que aconteça numa relação dialógica entre sujeito do conhecimento e orientador da aprendizagem, mediada pela interação entre o que ensinar o que necessariamente preciso aprender.
Assim sendo, ensinar e aprender deve permear toda a dinâmica escolar, pois formar jovens para a vida e para o mundo do trabalho, precisa antes de tudo, desenvolver habilidades e construir competências que possam prepará-los para o enfrentamento dessa realidade para aprender a conviver nesse mundo complexo, ec de insegurança e incertezas.
O conteúdo de ensino contextualizado com a realidade desse jovem será de fundamental importância para recompor antigas posturas pedagógica , prática, concepções filosóficas e até mesmo questionar as finalidades da escola do ensino e da aprendizagem.
As antigas aulas, pobres de fundamentação científica, ou seja, norteadas por conteúdos vazios de sentido, não podem mais fazer parte desse novo cenário educativo, a escolarização contemporânea exige novos estratégias pedagógicos, novas formas de lidar com o ensino e a aprendizagem, de modo que possam realmente interagir com a dita sociedade do conhecimento.
terça-feira, 21 de julho de 2009
A importância da leitura e da escrita
Segundo Franchi (1992), a linguagem oral e escrita é utilizada pela humanidade como instrumento de comunicação, pois é por meio dela que comunicamos aos outros nossas experiências, estabelecemos laços contratuais, interagimos, influenciamos e decidimos.
Por ser inegável a relevância do aprendizado da leitura e escrita na vida do ser humano é que a escola o coloca como um dos principais objetivos de sua ação educacional, porém a deficiência nessas habilidades caracteriza-se como um dos principais obstáculos para a efetivação do processo de ensino-aprendizagem. De acordo com dados do SAEB 2007, divulgados pelo INEP, e de que embora a educação tenha melhorado ainda não é o suficiente para que possam mudar o panorama em que a educação se encontra, ou seja, a deficiência na escrita e na leitura ainda é gritante.
Desde o início da escolaridade as crianças já se deparam tanto com o trabalho de leitura quanto de produção de textos, seja com a colaboração do professor, com pares mais avançados, seja individualmente, em virtude da importância de seu aprendizado para a sociedade e para o indivíduo.
Os PCN da língua portuguesa (Brasil, 1997) enfatizam que este trabalho é necessário desde o início da alfabetização e as crianças devem ser estimuladas a ler e escrever, ainda que não o façam convencionalmente. Temos clareza que ler e escrever sempre foram tarefas indissociáveis da vida escolar e das atribuições dos professores, entretanto ler e escrever maciça e superficialmente tem sido a questão dramática da escola recente, sem equipamentos e estendida a quase toda a população.
Alexandra Aparecida Leontino
Compreender a escrita como um sistema de representação que medialize a ação do homem no mundo, e que, portanto, é produzida nas diferentes praticas sociais ao longo da historia, é de fundamental importância para o professor que assume a função de ensinar e promover a aprendizagem deste objeto do conhecimento, pois o aprendizado da leitura e escrita é essencial, uma vez que é por meio dele que a criança aprende e conhece o que é produzido historicamente, insere-se na sociedade letrada e adquire mais instrumentos para expressar seus sentimentos, idéias e emoções, revelando seu universo psíquico.
Segundo Franchi (1992), a linguagem oral e escrita é utilizada pela humanidade como instrumento de comunicação, pois é por meio dela que comunicamos aos outros nossas experiências, estabelecemos laços contratuais, interagimos, influenciamos e decidimos.
Por ser inegável a relevância do aprendizado da leitura e escrita na vida do ser humano é que a escola o coloca como um dos principais objetivos de sua ação educacional, porém a deficiência nessas habilidades caracteriza-se como um dos principais obstáculos para a efetivação do processo de ensino-aprendizagem. De acordo com dados do SAEB 2007, divulgados pelo INEP, e de que embora a educação tenha melhorado ainda não é o suficiente para que possam mudar o panorama em que a educação se encontra, ou seja, a deficiência na escrita e na leitura ainda é gritante.
Desde o início da escolaridade as crianças já se deparam tanto com o trabalho de leitura quanto de produção de textos, seja com a colaboração do professor, com pares mais avançados, seja individualmente, em virtude da importância de seu aprendizado para a sociedade e para o indivíduo.
Os PCN da língua portuguesa (Brasil, 1997) enfatizam que este trabalho é necessário desde o início da alfabetização e as crianças devem ser estimuladas a ler e escrever, ainda que não o façam convencionalmente. Temos clareza que ler e escrever sempre foram tarefas indissociáveis da vida escolar e das atribuições dos professores, entretanto ler e escrever maciça e superficialmente tem sido a questão dramática da escola recente, sem equipamentos e estendida a quase toda a população.
Alexandra Aparecida Leontino
Adolescente negro tem mais risco de morte que o branco
Cuiabá / Várzea Grande, 21/07/2009 - 14:20. Agência Brasil
O risco de ser assassinado no Brasil é 2,6 vezes maior entre adolescentes negros do que entre brancos. É o que revela estudo divulgado hoje (21) pelo Observatório de Favelas, pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pelo Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).
A pesquisa também indica que, para adolescentes do sexo masculino, o risco de ser assassinado é 11,9 vezes maior se comparado ao de mulheres na faixa de 12 a 18 anos.
O estudo traz apenas comparativos por cor e gênero e não apresenta os índices de mortes entre jovens negros, brancos, do sexo masculino e feminino.
Fonte:www.odocumento.com.br
Cuiabá / Várzea Grande, 21/07/2009 - 14:20. Agência Brasil
O risco de ser assassinado no Brasil é 2,6 vezes maior entre adolescentes negros do que entre brancos. É o que revela estudo divulgado hoje (21) pelo Observatório de Favelas, pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pelo Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).
A pesquisa também indica que, para adolescentes do sexo masculino, o risco de ser assassinado é 11,9 vezes maior se comparado ao de mulheres na faixa de 12 a 18 anos.
O estudo traz apenas comparativos por cor e gênero e não apresenta os índices de mortes entre jovens negros, brancos, do sexo masculino e feminino.
Fonte:www.odocumento.com.br
terça-feira, 14 de julho de 2009
Educação do Campo
A Escola família agrícola
As leis educacionais propõem a adequação da escola à vida do campo. Todo parecer pedagógico, no campo, ou na cidade, deve ser estabelecido de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996) e as Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo (2001), sempre em consonância com a realidade. A Escola Família Agrícola (EFA), utiliza a Pedagogia da Alternância, método criado na França em 1935, no povoado de Lot et Garonne.
A iniciativa de se criar a Escola Família Agrícola buscou solucionar dois problemas, relacionados às questões do ensino regular direcionado para as atividades urbanas, que levava os adolescentes campesinos a repudiar a terra, e também à necessidade de fazer chegar ao campo o desenvolvimento tecnológico.
A prática da Pedagogia da Alternância na primeira "Casa Familiar Rural", (chamada de Maison Familiale Rurale), proporcionava aos jovens receber em duas semanas conhecimentos gerais e técnicos voltados para a realidade agrícola, e duas semanas nas propriedades rurais da região, onde exerciam a prática dos conhecimentos recebidos.
A Pedagogia da Alternância chegou na década de 1960, no Brasil. Atualmente estão disseminadas nos estados do norte ao sul do país.
Nessa escola os educandos estudam a leitura, a escrita, a matemática, a tecnologia e também aprendem a trabalhar com a terra, com as plantas, os animais e a conviver e se interagir com a realidade agrícola. Em suas casas, ensinam os pais a utilizarem as novas tecnologias e a maneira mais adequada de lidar com a realidade do campo.
Com a Pedagogia da Alternância há a possibilidade do sujeito da aprendizagem incorporar-se na comunidade, estimular a sua conscientização política e se valorizar como ser humano, sem perder de vista as suas relações com a cidade. A formação integral dos alunos e a promoção do meio rural são os principais objetivos da Escola Família-Agrícola (EFA), sendo que se busca como fundamental interagir escola-família, articulando esses dois ambientes como espaços de aprendizagem contínua, valorizando as informações da cultura rural e o calendário agrícola.
A Pedagogia da Alternância baseia-se em um método subentendido na proposta de Jean Piaget, “fazer pra compreender”, ou seja, primeiro praticar, para depois teorizar sobre a prática. A Pedagogia da Alternância baseia-se no tripé ação – reflexão – ação – ou prática – teoria – prática. A teoria está sempre em função de melhorar a qualidade de vida.
Na Pedagogia da Alternância o primeiro ambiente é o familiar e a realidade onde vive; interagindo com a escola, o educando compartilha os múltiplos saberes que possui com os demais atores de maneira reflexiva; finalmente aplica o conhecimento e a prática na comunidade agrícola ou faz uso delas em movimentos sociais.
As aulas são em sala ou em um ambiente, no terreno da escola. Durante o curso, os discípulos seguem um plano de estudos, compartilham com colegas e professores modelos reais de suas propriedades, assistem a palestras, freqüentam fazendas e centros de pesquisa. Antes de concluírem o curso, precisam ainda cumprir 250 horas de estágio trabalhando geralmente em grandes propriedades e desenvolvem um projeto educacional para aplicação prática em sua propriedade agrícola.
Os filhos de agricultores após a conclusão dos estudos regressam às propriedades rurais e aplicam a contribuição dos conhecimentos construídos, dando continuidade e melhoramento na produção agrícola. Esse procedimento pedagógico permite a profissionalização do educando combatendo o êxodo rural.
O modelo de ensino, implantado inicialmente no Espírito Santo, em 1969, foi levado para várias regiões do país, contabilizando atualmente 130 unidades.
Referências: Roberta Bencini -revista escola Autora: Amelia Hamze Educadora Profª UNIFEB/CETEC e FISO - Barretos
Política Educacional - Educador - Brasil Escola
A iniciativa de se criar a Escola Família Agrícola buscou solucionar dois problemas, relacionados às questões do ensino regular direcionado para as atividades urbanas, que levava os adolescentes campesinos a repudiar a terra, e também à necessidade de fazer chegar ao campo o desenvolvimento tecnológico.
A prática da Pedagogia da Alternância na primeira "Casa Familiar Rural", (chamada de Maison Familiale Rurale), proporcionava aos jovens receber em duas semanas conhecimentos gerais e técnicos voltados para a realidade agrícola, e duas semanas nas propriedades rurais da região, onde exerciam a prática dos conhecimentos recebidos.
A Pedagogia da Alternância chegou na década de 1960, no Brasil. Atualmente estão disseminadas nos estados do norte ao sul do país.
Nessa escola os educandos estudam a leitura, a escrita, a matemática, a tecnologia e também aprendem a trabalhar com a terra, com as plantas, os animais e a conviver e se interagir com a realidade agrícola. Em suas casas, ensinam os pais a utilizarem as novas tecnologias e a maneira mais adequada de lidar com a realidade do campo.
Com a Pedagogia da Alternância há a possibilidade do sujeito da aprendizagem incorporar-se na comunidade, estimular a sua conscientização política e se valorizar como ser humano, sem perder de vista as suas relações com a cidade. A formação integral dos alunos e a promoção do meio rural são os principais objetivos da Escola Família-Agrícola (EFA), sendo que se busca como fundamental interagir escola-família, articulando esses dois ambientes como espaços de aprendizagem contínua, valorizando as informações da cultura rural e o calendário agrícola.
A Pedagogia da Alternância baseia-se em um método subentendido na proposta de Jean Piaget, “fazer pra compreender”, ou seja, primeiro praticar, para depois teorizar sobre a prática. A Pedagogia da Alternância baseia-se no tripé ação – reflexão – ação – ou prática – teoria – prática. A teoria está sempre em função de melhorar a qualidade de vida.
Na Pedagogia da Alternância o primeiro ambiente é o familiar e a realidade onde vive; interagindo com a escola, o educando compartilha os múltiplos saberes que possui com os demais atores de maneira reflexiva; finalmente aplica o conhecimento e a prática na comunidade agrícola ou faz uso delas em movimentos sociais.
As aulas são em sala ou em um ambiente, no terreno da escola. Durante o curso, os discípulos seguem um plano de estudos, compartilham com colegas e professores modelos reais de suas propriedades, assistem a palestras, freqüentam fazendas e centros de pesquisa. Antes de concluírem o curso, precisam ainda cumprir 250 horas de estágio trabalhando geralmente em grandes propriedades e desenvolvem um projeto educacional para aplicação prática em sua propriedade agrícola.
Os filhos de agricultores após a conclusão dos estudos regressam às propriedades rurais e aplicam a contribuição dos conhecimentos construídos, dando continuidade e melhoramento na produção agrícola. Esse procedimento pedagógico permite a profissionalização do educando combatendo o êxodo rural.
O modelo de ensino, implantado inicialmente no Espírito Santo, em 1969, foi levado para várias regiões do país, contabilizando atualmente 130 unidades.
Referências: Roberta Bencini -revista escola Autora: Amelia Hamze Educadora Profª UNIFEB/CETEC e FISO - Barretos
Política Educacional - Educador - Brasil Escola
Dica de Português
Publicado no Blog da Iza Saliés
Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009
Século dez ou século décimo?
Reinaldo Pimenta
A leitura dos numerais deve ser feita na forma abaixo. Nos artigos, parágrafos e cláusulas: só se usa o ORDINAL até NOVE (inclusive).Artigo 6º (parágrafo SEXTO), artigo 10 (artigo DEZ);Parágrafo 5º (parágrafo QUINTO), parágrafo 11 (parágrafo ONZE);Cláusula NONA, cláusula DOZE.Nos títulos, anos, séculos e capítulos: só se usa o ORDINAL até DEZ (inclusive).Henrique VIII (Henrique OITAVO), João XXIII (João VINTE E TRÊS);Ano VIII a. C. (ano OITAVO antes de Cristo), ano XI d.C. (ano ONZE depois de Cristo);Século X (século DÉCIMO), século XII (século DOZE);Capitulo VI (capítulo SEXTO), capítulo XI (capítulo ONZE).Se o numeral vier antes do substantivo: só se usa o ORDINAL.XV Feira do Livro (DÉCIMA QUINTA feira do livro); XX Campeonato de Basquete (VIGÉSIMO campeonato de basquete).No centro da cidade do Rio de Janeiro, fica a Praça Pio X. Alguns dizem “praça piox” e muitos dizem “praça Pio dez”. O certo é “praça Pio DÉCIMO”.
Fonte: Português Urgente
Século dez ou século décimo?
Reinaldo Pimenta
A leitura dos numerais deve ser feita na forma abaixo. Nos artigos, parágrafos e cláusulas: só se usa o ORDINAL até NOVE (inclusive).Artigo 6º (parágrafo SEXTO), artigo 10 (artigo DEZ);Parágrafo 5º (parágrafo QUINTO), parágrafo 11 (parágrafo ONZE);Cláusula NONA, cláusula DOZE.Nos títulos, anos, séculos e capítulos: só se usa o ORDINAL até DEZ (inclusive).Henrique VIII (Henrique OITAVO), João XXIII (João VINTE E TRÊS);Ano VIII a. C. (ano OITAVO antes de Cristo), ano XI d.C. (ano ONZE depois de Cristo);Século X (século DÉCIMO), século XII (século DOZE);Capitulo VI (capítulo SEXTO), capítulo XI (capítulo ONZE).Se o numeral vier antes do substantivo: só se usa o ORDINAL.XV Feira do Livro (DÉCIMA QUINTA feira do livro); XX Campeonato de Basquete (VIGÉSIMO campeonato de basquete).No centro da cidade do Rio de Janeiro, fica a Praça Pio X. Alguns dizem “praça piox” e muitos dizem “praça Pio dez”. O certo é “praça Pio DÉCIMO”.
Fonte: Português Urgente
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Artigo
A Prática Pedagógica da Educação Atual
Por: Livia Alves branquinho
As relevantes modificações sofridas por nossa sociedade no decorrer do tempo, dentre elas o desenvolvimento tecnológico e o aprimoramento de novas maneiras de pensamento sobre o saber e sobre o processo pedagógico, têm refletido principalmente nas ações dos alunos no contexto escolar, o que tem se tornado ponto de dificuldade e insegurança entre professores e agentes escolares resultando em forma de comprometimento do processo ensino-aprendizagem.
Dessa forma, faz-se necessário à busca de uma nova reflexão no processo educativo, onde o agente escolar passe a vivenciar essas transformações de forma a beneficiar suas ações podendo buscar novas formas didáticas e metodológicas de promoção do processo ensino-aprendizagem com seu aluno, sem com isso ser colocado como mero expectador dos avanços estruturais de nossa sociedade, mas um instrumento de enfoque motivador desse processo.
A sociedade atual se vê confrontada com o desenvolvimento acelerado que ocorre a sua volta, onde o desenvolvimento e as descobertas ocorrem em frações de segundos, ocasionando um certo desgaste e comprometimento das ações voltadas para o aprimoramento do ensino, colocando a sala de aula como um ambiente de pouca relevância para a consolidação do conhecimento, enfatizando a vivência social o requisito primordial para a busca de aprendizado.
Diante do exposto, é facilmente observado que a busca pelo conhecimento não tem sido o foco de interesse principal da sociedade, pois a atualização das informações tem ocorrido de forma acessível a todos os segmentos satisfazendo de uma forma geral aos interesses daqueles que as buscam.
Dessa forma, a escola nesse contexto tem alternativa rever suas ações e o seu papel no aprimoramento da sua prática educativa, sendo que, uma análise sobre seus conceitos didático-metodológicos precisa ser feita, de forma a adequar sua postura pedagógica ao momento atual e principalmente colocar-se na posição de organização principal e mais importante na evolução dos princípios fundamentais de uma sociedade, cumprindo assim sua função transformadora e idealizadora de conhecimentos científicos-filosóficos pautando o resultado de suas ações em saber concreto.
A PRÁTICA PEDAGÓGICA DA ATUALIDADE
O processo educacional sempre foi alvo de constantes discussões e apontamentos que motivaram sua evolução em vários aspectos, principalmente no que tange a condução de metodologias de ensino por nossos educadores e a valorização do contexto escolar formador para nossos alunos. Nesse aspecto GADOTTI (2000:4), pesquisador desse processo afirma que,
Enraizada na sociedade de classes escravista da Idade Antiga, destinada a uma pequena minoria, a educação tradicional iniciou seu declínio já no movimento renascentista, mas ela sobrevive até hoje, apesar da extensão média da escolaridade trazida pela educação burguesa. A educação nova, que surge de forma mais clara a partir da obra de Rousseau, desenvolveu-se nesses últimos dois séculos e trouxe consigo numerosas conquistas, sobretudo no campo das ciências da educação e das metodologias de ensino. O conceito de “aprender fazendo” de John Dewey e as técnicas Freinet, por exemplo, são aquisições definitivas na história da pedagogia. Tanto a concepção tradicional de educação quanto a nova, amplamente consolidadas, terão um lugar garantido na educação do futuro. (GADOTTI, M. Perspectivas atuais da educação, 2000)
Diante de enumeras transformações sociais, onde informações e descobertas acontecem em frações de segundo, o processo de desenvolvimento da escola entra na pauta como um dos mais importantes aspectos a serem discutidos neste processo, pois é nela que são promovidas as mais importantes formulações teóricas sobre o desenvolvimento cultural e social de todas as nações, dessa forma, a pesquisa educacional acaba tomando um lugar central na busca de perspectivas que possibilitem uma nova prática educacional, envolvendo principalmente os agentes que conduzem o ambiente escolar, transformando o ensino em parte integrante ou principal na motivação dessas transformações.
Com as constantes modificações sofridas por nossa sociedade no decorrer do tempo, dentre elas o desenvolvimento de tecnologias e o aprimoramento de um modo de pensar menos autoritário e menos regrado, os agentes educacionais e a escola de uma maneira geral, vêm vivenciando um processo de mudança que tem refletido principalmente nas ações de seus alunos e na materialização destas no contexto escolar, fato que tem se tornado ponto de dificuldade e insegurança entre professores e agentes escolares de forma geral, configurando em forma de comprometimento do processo ensino-aprendizagem, sobre isso, GADOTTI (2000:6) afirma que,
Neste começo de um novo milênio, a educação apresenta- se numa dupla encruzilhada: de um lado, o desempenho do sistema escolar não tem dado conta da universalização da educação básica de qualidade; de outro, as novas matrizes teóricas não apresentam ainda a consistência global necessária para indicar caminhos realmente seguros numa época de profundas e rápidas transformações.(GADOTTI, M. Perspectivas atuais da educação, 2000)
A escola contemporânea sofre com o desenvolvimento acelerado que ocorre a sua volta, onde as informações são atualizadas em frações de segundos, ocasionando de certa forma, o desgaste e o comprometimento das ações voltadas para o aprimoramento do ensino, fazendo com que a sala de aula se torne um ambiente de pouca relevância para a consolidação do conhecimento, tornando a vivência social o requisito primordial para a busca de aprendizado, sobre essa escola, AMÉLIA HAMZE (2004:1) afirma em seu artigo “O Professor e o Mundo Contemporâneo”, que
Como educadores não devemos identificar o termo informação como conhecimento, pois, embora andem juntos, não são palavras sinônimas. Informações são fatos, expressão, opinião, que chegam as pessoas por ilimitados meios sem que se saiba os efeitos que acarretam. Conhecimento é a compreensão da procedência da informação, da sua dinâmica própria, e das conseqüências que dela advem, exigindo para isso um certo grau de racionalidade. A apropriação do conhecimento, é feita através da construção de conceitos, que possibilitam a leitura critica da informação, processo necessário para absorção da liberdade e autonomia mental.(HAMZE, A .O professor e o mundo contemporâneo, 2004)
É perceptível que o saber cientifico e a busca pelo conhecimento, tem fugido do interesse da sociedade em geral, pois a atualização das informações tem ocorrido de forma acessível a todos os segmentos satisfazendo de uma forma geral aos interesses daqueles que as buscam. A escola nesse contexto tem por opção repensar suas ações e o seu papel no aprimoramento do saber, e para isso, uma reflexão sobre seus conceitos didático-metodológicos precisa ser feita, de forma a adequar-se ao momento atual e principalmente colocar-se na postura de organização principal e mais importante na evolução dos princípios fundamentais de uma sociedade, DOWBOR (1998:259), sobre essa temática diz que,
...será preciso trabalhar em dois tempos: o tempo do passado e o tempo do futuro. Fazer tudo hoje para superar as condições do atraso e, ao mesmo tempo, criar as condições para aproveitar amanhã as possibilidades das novas tecnologias.(DOWBOR, L. A Reprodução Social, 1998)
GADOTTI (2000:8), sobre o assunto afirma que seja qual for à perspectiva que a educação contemporânea tomar, uma educação voltada para o futuro será sempre uma educação contestadora, superadora dos limites impostos pelo Estado e pelo mercado, portanto, uma educação muito mais voltada para a transformação social do que para a transmissão cultural.
Dessa Forma, a prática pedagógica dos agentes educacionais no momento atual, bem como a condução do processo ensino-aprendizagem na sociedade contemporânea, precisa ter como primícia a necessidade de uma reformulação pedagógica que priorize uma prática formadora para o desenvolvimento, onde a escola deixe de ser vista como uma obrigação a ser cumprida pelo aluno, e se torne uma fonte de efetivação de seu conhecimento intelectual que o motivará a participar do processo de desenvolvimento social, não como mero receptor de informações, mas como idealizador de práticas que favoreçam esse processo,
Na sociedade da informação, a escola deve servir de bússola para navegar nesse mar do conhecimento, superando a visão utilitarista de só oferecer informações “úteis” para a competitividade, para obter resultados. Deve oferecer uma formação geral na direção de uma educação integral. O que significa servir de bússola? Significa orientar criticamente, sobretudo as crianças e jovens, na busca de uma informação que os faça crescer e não embrutecer.(GADOTTI, M. Perspectivas atuais da educação, 2000)
Segundo Ladislau Dowbor (1998:259), a escola deixará de ser “lecionadora” para ser “gestora do conhecimento”. Prossegue dizendo que pela primeira vez a educação tem a possibilidade de ser determinante sobre o desenvolvimento. A educação tornou-se estratégica para o desenvolvimento, mas, para isso, não basta “modernizá-la”, como querem alguns. Será preciso transformá-la profundamente.
O professor nesse contexto deve ter em mente a necessidade de se colocar em uma postura norteadora do processo ensino-aprendizagem, levando em consideração que sua prática pedagógica em sala de aula tem papel fundamental no desenvolvimento intelectual de seu aluno, podendo ele ser o foco de crescimento ou de introspecção do mesmo quando da sua aplicação metodológica na condução da aprendizagem. Sobre essa prática, GADOTTI (2000:9) afirma que “nesse contexto, o educador é um mediador do conhecimento, diante do aluno que é o sujeito da sua própria formação. Ele precisa construir conhecimento a partir do que faz e, para isso, também precisa ser curioso, buscar sentido para o que faz e apontar novos sentidos para o que fazer dos seus alunos”.
Ele afirma ainda que,
Os educadores, numa visão emancipadora, não só transformam a informação em conhecimento e em consciência crítica, mas também formam pessoas. Diante dos falsos pregadores da palavra, dos marketeiros, eles são os verdadeiros “amantes da sabedoria”, os filósofos de que nos falava Sócrates. Eles fazem fluir o saber (não o dado, a informação e o puro conhecimento), porque constroem sentido para a vida das pessoas e para a humanidade e buscam, juntos, um mundo mais justo, mas produtivo e mais saudável para todos. Por isso eles são imprescindíveis.(GADOTTI, M. Perspectivas atuais da educação, 2000)
HAMZE (2004:1) em seu artigo “O Professor e o Mundo Contemporâneo” considera que
Os novos tempos exigem um padrão educacional que esteja voltado para o desenvolvimento de um conjunto de competências e de habilidades essenciais, a fim de que os alunos possam fundamentalmente compreender e refletir sobre a realidade, participando e agindo no contexto de uma sociedade comprometida com o futuro. (HAMZE, A .O professor e o mundo contemporâneo, 2004)
Assim, faz-se necessário à busca de uma nova reflexão no processo educativo, onde o agente escolar passe a vivenciar essas transformações de forma a beneficiar suas ações podendo buscar novas formas didáticas e metodológicas de promoção do processo ensino-aprendizagem com seu aluno, sem com isso ser colocado como mero expectador dos avanços estruturais de nossa sociedade, mas um instrumento de enfoque motivador desse processo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CASTRO, A. H. O professor e o mundo contemporâneo.Jornal O Diário Barretos, opinião aberta, 08 jul 2004.
DOWBOR, L. A reprodução Social. São Paulo: Vozes, 1998.
GADOTTI, M. Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre: Ed. Artes Médicas, 2000.
Por: Livia Alves branquinho
As relevantes modificações sofridas por nossa sociedade no decorrer do tempo, dentre elas o desenvolvimento tecnológico e o aprimoramento de novas maneiras de pensamento sobre o saber e sobre o processo pedagógico, têm refletido principalmente nas ações dos alunos no contexto escolar, o que tem se tornado ponto de dificuldade e insegurança entre professores e agentes escolares resultando em forma de comprometimento do processo ensino-aprendizagem.
Dessa forma, faz-se necessário à busca de uma nova reflexão no processo educativo, onde o agente escolar passe a vivenciar essas transformações de forma a beneficiar suas ações podendo buscar novas formas didáticas e metodológicas de promoção do processo ensino-aprendizagem com seu aluno, sem com isso ser colocado como mero expectador dos avanços estruturais de nossa sociedade, mas um instrumento de enfoque motivador desse processo.
A sociedade atual se vê confrontada com o desenvolvimento acelerado que ocorre a sua volta, onde o desenvolvimento e as descobertas ocorrem em frações de segundos, ocasionando um certo desgaste e comprometimento das ações voltadas para o aprimoramento do ensino, colocando a sala de aula como um ambiente de pouca relevância para a consolidação do conhecimento, enfatizando a vivência social o requisito primordial para a busca de aprendizado.
Diante do exposto, é facilmente observado que a busca pelo conhecimento não tem sido o foco de interesse principal da sociedade, pois a atualização das informações tem ocorrido de forma acessível a todos os segmentos satisfazendo de uma forma geral aos interesses daqueles que as buscam.
Dessa forma, a escola nesse contexto tem alternativa rever suas ações e o seu papel no aprimoramento da sua prática educativa, sendo que, uma análise sobre seus conceitos didático-metodológicos precisa ser feita, de forma a adequar sua postura pedagógica ao momento atual e principalmente colocar-se na posição de organização principal e mais importante na evolução dos princípios fundamentais de uma sociedade, cumprindo assim sua função transformadora e idealizadora de conhecimentos científicos-filosóficos pautando o resultado de suas ações em saber concreto.
A PRÁTICA PEDAGÓGICA DA ATUALIDADE
O processo educacional sempre foi alvo de constantes discussões e apontamentos que motivaram sua evolução em vários aspectos, principalmente no que tange a condução de metodologias de ensino por nossos educadores e a valorização do contexto escolar formador para nossos alunos. Nesse aspecto GADOTTI (2000:4), pesquisador desse processo afirma que,
Enraizada na sociedade de classes escravista da Idade Antiga, destinada a uma pequena minoria, a educação tradicional iniciou seu declínio já no movimento renascentista, mas ela sobrevive até hoje, apesar da extensão média da escolaridade trazida pela educação burguesa. A educação nova, que surge de forma mais clara a partir da obra de Rousseau, desenvolveu-se nesses últimos dois séculos e trouxe consigo numerosas conquistas, sobretudo no campo das ciências da educação e das metodologias de ensino. O conceito de “aprender fazendo” de John Dewey e as técnicas Freinet, por exemplo, são aquisições definitivas na história da pedagogia. Tanto a concepção tradicional de educação quanto a nova, amplamente consolidadas, terão um lugar garantido na educação do futuro. (GADOTTI, M. Perspectivas atuais da educação, 2000)
Diante de enumeras transformações sociais, onde informações e descobertas acontecem em frações de segundo, o processo de desenvolvimento da escola entra na pauta como um dos mais importantes aspectos a serem discutidos neste processo, pois é nela que são promovidas as mais importantes formulações teóricas sobre o desenvolvimento cultural e social de todas as nações, dessa forma, a pesquisa educacional acaba tomando um lugar central na busca de perspectivas que possibilitem uma nova prática educacional, envolvendo principalmente os agentes que conduzem o ambiente escolar, transformando o ensino em parte integrante ou principal na motivação dessas transformações.
Com as constantes modificações sofridas por nossa sociedade no decorrer do tempo, dentre elas o desenvolvimento de tecnologias e o aprimoramento de um modo de pensar menos autoritário e menos regrado, os agentes educacionais e a escola de uma maneira geral, vêm vivenciando um processo de mudança que tem refletido principalmente nas ações de seus alunos e na materialização destas no contexto escolar, fato que tem se tornado ponto de dificuldade e insegurança entre professores e agentes escolares de forma geral, configurando em forma de comprometimento do processo ensino-aprendizagem, sobre isso, GADOTTI (2000:6) afirma que,
Neste começo de um novo milênio, a educação apresenta- se numa dupla encruzilhada: de um lado, o desempenho do sistema escolar não tem dado conta da universalização da educação básica de qualidade; de outro, as novas matrizes teóricas não apresentam ainda a consistência global necessária para indicar caminhos realmente seguros numa época de profundas e rápidas transformações.(GADOTTI, M. Perspectivas atuais da educação, 2000)
A escola contemporânea sofre com o desenvolvimento acelerado que ocorre a sua volta, onde as informações são atualizadas em frações de segundos, ocasionando de certa forma, o desgaste e o comprometimento das ações voltadas para o aprimoramento do ensino, fazendo com que a sala de aula se torne um ambiente de pouca relevância para a consolidação do conhecimento, tornando a vivência social o requisito primordial para a busca de aprendizado, sobre essa escola, AMÉLIA HAMZE (2004:1) afirma em seu artigo “O Professor e o Mundo Contemporâneo”, que
Como educadores não devemos identificar o termo informação como conhecimento, pois, embora andem juntos, não são palavras sinônimas. Informações são fatos, expressão, opinião, que chegam as pessoas por ilimitados meios sem que se saiba os efeitos que acarretam. Conhecimento é a compreensão da procedência da informação, da sua dinâmica própria, e das conseqüências que dela advem, exigindo para isso um certo grau de racionalidade. A apropriação do conhecimento, é feita através da construção de conceitos, que possibilitam a leitura critica da informação, processo necessário para absorção da liberdade e autonomia mental.(HAMZE, A .O professor e o mundo contemporâneo, 2004)
É perceptível que o saber cientifico e a busca pelo conhecimento, tem fugido do interesse da sociedade em geral, pois a atualização das informações tem ocorrido de forma acessível a todos os segmentos satisfazendo de uma forma geral aos interesses daqueles que as buscam. A escola nesse contexto tem por opção repensar suas ações e o seu papel no aprimoramento do saber, e para isso, uma reflexão sobre seus conceitos didático-metodológicos precisa ser feita, de forma a adequar-se ao momento atual e principalmente colocar-se na postura de organização principal e mais importante na evolução dos princípios fundamentais de uma sociedade, DOWBOR (1998:259), sobre essa temática diz que,
...será preciso trabalhar em dois tempos: o tempo do passado e o tempo do futuro. Fazer tudo hoje para superar as condições do atraso e, ao mesmo tempo, criar as condições para aproveitar amanhã as possibilidades das novas tecnologias.(DOWBOR, L. A Reprodução Social, 1998)
GADOTTI (2000:8), sobre o assunto afirma que seja qual for à perspectiva que a educação contemporânea tomar, uma educação voltada para o futuro será sempre uma educação contestadora, superadora dos limites impostos pelo Estado e pelo mercado, portanto, uma educação muito mais voltada para a transformação social do que para a transmissão cultural.
Dessa Forma, a prática pedagógica dos agentes educacionais no momento atual, bem como a condução do processo ensino-aprendizagem na sociedade contemporânea, precisa ter como primícia a necessidade de uma reformulação pedagógica que priorize uma prática formadora para o desenvolvimento, onde a escola deixe de ser vista como uma obrigação a ser cumprida pelo aluno, e se torne uma fonte de efetivação de seu conhecimento intelectual que o motivará a participar do processo de desenvolvimento social, não como mero receptor de informações, mas como idealizador de práticas que favoreçam esse processo,
Na sociedade da informação, a escola deve servir de bússola para navegar nesse mar do conhecimento, superando a visão utilitarista de só oferecer informações “úteis” para a competitividade, para obter resultados. Deve oferecer uma formação geral na direção de uma educação integral. O que significa servir de bússola? Significa orientar criticamente, sobretudo as crianças e jovens, na busca de uma informação que os faça crescer e não embrutecer.(GADOTTI, M. Perspectivas atuais da educação, 2000)
Segundo Ladislau Dowbor (1998:259), a escola deixará de ser “lecionadora” para ser “gestora do conhecimento”. Prossegue dizendo que pela primeira vez a educação tem a possibilidade de ser determinante sobre o desenvolvimento. A educação tornou-se estratégica para o desenvolvimento, mas, para isso, não basta “modernizá-la”, como querem alguns. Será preciso transformá-la profundamente.
O professor nesse contexto deve ter em mente a necessidade de se colocar em uma postura norteadora do processo ensino-aprendizagem, levando em consideração que sua prática pedagógica em sala de aula tem papel fundamental no desenvolvimento intelectual de seu aluno, podendo ele ser o foco de crescimento ou de introspecção do mesmo quando da sua aplicação metodológica na condução da aprendizagem. Sobre essa prática, GADOTTI (2000:9) afirma que “nesse contexto, o educador é um mediador do conhecimento, diante do aluno que é o sujeito da sua própria formação. Ele precisa construir conhecimento a partir do que faz e, para isso, também precisa ser curioso, buscar sentido para o que faz e apontar novos sentidos para o que fazer dos seus alunos”.
Ele afirma ainda que,
Os educadores, numa visão emancipadora, não só transformam a informação em conhecimento e em consciência crítica, mas também formam pessoas. Diante dos falsos pregadores da palavra, dos marketeiros, eles são os verdadeiros “amantes da sabedoria”, os filósofos de que nos falava Sócrates. Eles fazem fluir o saber (não o dado, a informação e o puro conhecimento), porque constroem sentido para a vida das pessoas e para a humanidade e buscam, juntos, um mundo mais justo, mas produtivo e mais saudável para todos. Por isso eles são imprescindíveis.(GADOTTI, M. Perspectivas atuais da educação, 2000)
HAMZE (2004:1) em seu artigo “O Professor e o Mundo Contemporâneo” considera que
Os novos tempos exigem um padrão educacional que esteja voltado para o desenvolvimento de um conjunto de competências e de habilidades essenciais, a fim de que os alunos possam fundamentalmente compreender e refletir sobre a realidade, participando e agindo no contexto de uma sociedade comprometida com o futuro. (HAMZE, A .O professor e o mundo contemporâneo, 2004)
Assim, faz-se necessário à busca de uma nova reflexão no processo educativo, onde o agente escolar passe a vivenciar essas transformações de forma a beneficiar suas ações podendo buscar novas formas didáticas e metodológicas de promoção do processo ensino-aprendizagem com seu aluno, sem com isso ser colocado como mero expectador dos avanços estruturais de nossa sociedade, mas um instrumento de enfoque motivador desse processo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CASTRO, A. H. O professor e o mundo contemporâneo.Jornal O Diário Barretos, opinião aberta, 08 jul 2004.
DOWBOR, L. A reprodução Social. São Paulo: Vozes, 1998.
GADOTTI, M. Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre: Ed. Artes Médicas, 2000.
Pesquisa sobre educação
Estudo sobre violência e convivencia nas Escolas
“Na verdade, essa visão replica o que acontece na sociedade. Essa falta de crença no aluno é a mesma falta de crença e de compreensão que cerca o jovem de forma geral”, afirma a autora do estudo, Miriam Abramovay.
Para a educadora Guiomar Namo de Mello, a resposta dos professores não é simplesmente pessimista, mas está contaminada pelo que eles veem todos os dias na escola. “É uma atitude fatalista, mas com uma base muito clara na realidade que ele vê todos os dias. Talvez ele simplesmente não encontre saída na circunstância em que está.” A educadora alerta que essas posições podem levar a um círculo vicioso - “uma profecia que se autorrealiza”.
O trabalho é motivo para 27,1%; atualmente o ensino médio tem a maior taxa de evasão da educação básica - 661 mil estudantes entre 2005 e 2007. Entre 2004 e 2006, o número total de matriculados nas três séries caiu 2,9%, apesar de só 44% dos jovens de 15 a 17 anos, a idade correta, estarem matriculados.
O estudo Violência e Convivência nas Escolas, realizado por pesquisadores da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), aponta que mais de 60% dos docentes entrevistados têm certeza de que seus alunos vão abandonar os estudos para trabalhar. Além disso, só 15% dos professores acreditam que eles vão terminar o ensino médio e encontrar um bom emprego.
“Na verdade, essa visão replica o que acontece na sociedade. Essa falta de crença no aluno é a mesma falta de crença e de compreensão que cerca o jovem de forma geral”, afirma a autora do estudo, Miriam Abramovay.
Para a educadora Guiomar Namo de Mello, a resposta dos professores não é simplesmente pessimista, mas está contaminada pelo que eles veem todos os dias na escola. “É uma atitude fatalista, mas com uma base muito clara na realidade que ele vê todos os dias. Talvez ele simplesmente não encontre saída na circunstância em que está.” A educadora alerta que essas posições podem levar a um círculo vicioso - “uma profecia que se autorrealiza”.
E uma outra pesquisa, divulgada em abril deste ano pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), pode ajudar a entender esse círculo. O levantamento mostra que o principal motivo da evasão escolar de adolescentes é a falta de interesse. Dos jovens de 15 a 17 anos que abandonaram a escola, 40,1% deixaram por desinteresse.
O trabalho é motivo para 27,1%; atualmente o ensino médio tem a maior taxa de evasão da educação básica - 661 mil estudantes entre 2005 e 2007. Entre 2004 e 2006, o número total de matriculados nas três séries caiu 2,9%, apesar de só 44% dos jovens de 15 a 17 anos, a idade correta, estarem matriculados.
Salas de Leitura
Sete Estados ganharão mais 121 salas de leitura nos próximos meses
13/07 - 08:46 - Agência Brasil
BRASÍLIA - Nos próximos três meses, mais 121 salas de leitura serão implantadas em sete Estados do Brasil pelo projeto Leitura para Todos, que tem como objetivo ampliar o acesso da população aos livros.
13/07 - 08:46 - Agência Brasil
BRASÍLIA - Nos próximos três meses, mais 121 salas de leitura serão implantadas em sete Estados do Brasil pelo projeto Leitura para Todos, que tem como objetivo ampliar o acesso da população aos livros.
Criado há seis anos com base na Lei de Incentivo à Cultura, o projeto prevê que escolas públicas, associações de bairro, hospitais, presídios e outras entidades ganhem acervos próprios, abertos à comunidade local, com obras nacionais e estrangeiras de diferentes áreas de interesse. Já existem no País 552 salas em operação, com mais de 673 mil livros disponíveis para consulta e circulação.
"O projeto hoje evoluiu muito. Atendemos não só comunidades de baixa renda. afirmou a coordenadora Cristina Oldemburg, que representa o instituto gestor do projeto.
As próximas salas inauguradas serão em Brasília, nas cidades satélites do Distrito Federal, em Triunfo (RS), Salvador (BA), Sete Lagoas (MG), Cabo de Santo Agostinho (PE), Garanhuns (PE), São Paulo (SP), Cunha (SP), Ribeirão Preto (SP), Osasco (SP), Porto Feliz (SP), no Rio de Janeiro (RJ), em Duque de Caxias (RJ), Nova Iguaçu (RJ), Rio Bonito (RJ), Queimados (RJ), São Gonçalo (RJ), São João do Meriti (RJ), Itaboraí (RJ), Mesquita (RJ) e Belford Roxo (RJ).
Oldemburg ressaltou que no caso das escolas, as salas de leitura não podem se configurar com um acervo particular, mas sim ser “pólos culturais comunitários, um instrumento de incentivo à leitura e de relacionamento entre escola e a comunidade”.
domingo, 12 de julho de 2009
Opinião
Diploma pra quê?
Mário Marques de Almeida
Com relação ao fim do diploma para o exercício da profissão de jornalista, decretado em recente e polêmica decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), não sou a favor e nem contra, muito pelo contrário... Aqueles leitores que, por ventura acharem que estou sendo dúbio nessa questão, não me posicionando de forma clara e afirmativa nesse debate que, aliás, toma conta das redações dos mais diversos meios de comunicação e, principalmente, virou pauta obrigatória nas discussões das rodas acadêmicas e universitárias, reitero: Nem contra e nem a favor do dito “canudo”, e explico porquê:
Se o jornalista souber escrever, tudo bem, o diploma agrega valor. Diante do contexto atual de falência na qualidade do ensino do jornalismo, trata-se de uma observação necessária. Muito embora pareça absurdo querer exigir de quem exerce a profissão, o óbvio: saber escrever. Se tiver talento para juntar as danadas das letrinhas, trabalhar os vocábulos de forma clara e, de preferência com elegância no texto, sou plenamente a favor não de um, mas de mil diplomas.
Mas, na hipótese contrária, de que vale esse pedaço de papel, se o portador do mesmo não tiver queda para o ofício? Para dependurar na parede, talvez... Porque, geralmente feito de um papel mais grosso, quando não de cartolina, não atende a outras necessidades... Nesses casos, o diploma serve apenas para emoldurar a vaidade de uns quantos.
E a observação é pertinente, considerando o fato que muitos saem das faculdades lendo mal e escrevendo pior. Nesse caso, fico contra querer se impor reserva de mercado para quem não tem competência, vocação, para se estabelecer profissionalmente.
Mais do que contra, fico indignado pelo fato de que certos defensores da formação acadêmica em jornalismo como prerrogativa única e indispensável para o exercício da função, antes que se agarrarem à teta representada pelo corporativismo em torno dos diplomados, como fizeram e fazem, deveriam lutar, isto sim, pela melhoria da qualidade do ensino ministrado pela esmagadora maioria dos cursos de comunicação social existentes no país, inclusive em Mato Grosso. Dificilmente se vê esses arautos do diploma questionando a deficiência técnica e intelectual com que muitas faculdades de comunicação despejam seus formandos no mercado.
Meras usinas de diplomas, verdadeiras “arapucas” semelhantes às máquinas caça-milhões para aumentar fortunas de empresários que se dedicam a explorar esse rico filão do ensino privado. Diversas dessas escolas, que via de regra cobram mensalidades caras, investem pouco na capacitação adequada de seus alunos.
O que resulta no vexame de se ver muitos formados em jornalismo, após ficarem quatro anos esquentando o banco de uma universidade, gastar um dinheirão com mensalidades, ter que se sujeitar a trabalhar praticamente de graça, em troca de salários aviltantes. Fato que gera uma leva enorme de jovens “diplomados”, mas desiludidos com as perspectivas profissionais da carreira que abraçaram.
Sujeitos a permanecer eternamente “estagiários” e, muitas vezes, demandando mais quatro ou cinco anos pela frente, após “formados” e devidamente diplomados, no aprendizado dos rudimentos da profissão, recebendo as grandes lições práticas nas redações e assessorias. E, não raramente, sendo comandados por jornalistas sem-diploma. Uma categoria que se estabeleceu na área, não pela força da corporação sindical, e sim pela capacidade intelectual, pelos neurônios, enfim.
E a ética, como é que fica a ética? Aos que assim indagam na tentativa de afirmar que as faculdades de comunicação social, os cursos ditos superiores de jornalismo, não ministram só as matérias curriculares atinentes à formação profissional, mas também dão noção moral no campo ético. Ótimo. Novamente, fico a favor. Porém, lembro que, semelhante ao samba, ética não se aprende apenas no colégio. É bem do espírito, daquilo que se chama caráter e sua grande universidade é o berço, a família.
Enquanto conceito, a ética é polivalente, cada um tem a sua. E a melhor, por sinal, é a mais simples de todas: a que nos ensina que não devemos desejar para os outros aquilo que não queremos para nós mesmos. Elementar, objetiva, concisa, como um bom texto.
Mário Marques de Almeida é jornalista sem-diploma
Com relação ao fim do diploma para o exercício da profissão de jornalista, decretado em recente e polêmica decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), não sou a favor e nem contra, muito pelo contrário... Aqueles leitores que, por ventura acharem que estou sendo dúbio nessa questão, não me posicionando de forma clara e afirmativa nesse debate que, aliás, toma conta das redações dos mais diversos meios de comunicação e, principalmente, virou pauta obrigatória nas discussões das rodas acadêmicas e universitárias, reitero: Nem contra e nem a favor do dito “canudo”, e explico porquê:
Se o jornalista souber escrever, tudo bem, o diploma agrega valor. Diante do contexto atual de falência na qualidade do ensino do jornalismo, trata-se de uma observação necessária. Muito embora pareça absurdo querer exigir de quem exerce a profissão, o óbvio: saber escrever. Se tiver talento para juntar as danadas das letrinhas, trabalhar os vocábulos de forma clara e, de preferência com elegância no texto, sou plenamente a favor não de um, mas de mil diplomas.
Mas, na hipótese contrária, de que vale esse pedaço de papel, se o portador do mesmo não tiver queda para o ofício? Para dependurar na parede, talvez... Porque, geralmente feito de um papel mais grosso, quando não de cartolina, não atende a outras necessidades... Nesses casos, o diploma serve apenas para emoldurar a vaidade de uns quantos.
E a observação é pertinente, considerando o fato que muitos saem das faculdades lendo mal e escrevendo pior. Nesse caso, fico contra querer se impor reserva de mercado para quem não tem competência, vocação, para se estabelecer profissionalmente.
Mais do que contra, fico indignado pelo fato de que certos defensores da formação acadêmica em jornalismo como prerrogativa única e indispensável para o exercício da função, antes que se agarrarem à teta representada pelo corporativismo em torno dos diplomados, como fizeram e fazem, deveriam lutar, isto sim, pela melhoria da qualidade do ensino ministrado pela esmagadora maioria dos cursos de comunicação social existentes no país, inclusive em Mato Grosso. Dificilmente se vê esses arautos do diploma questionando a deficiência técnica e intelectual com que muitas faculdades de comunicação despejam seus formandos no mercado.
Meras usinas de diplomas, verdadeiras “arapucas” semelhantes às máquinas caça-milhões para aumentar fortunas de empresários que se dedicam a explorar esse rico filão do ensino privado. Diversas dessas escolas, que via de regra cobram mensalidades caras, investem pouco na capacitação adequada de seus alunos.
O que resulta no vexame de se ver muitos formados em jornalismo, após ficarem quatro anos esquentando o banco de uma universidade, gastar um dinheirão com mensalidades, ter que se sujeitar a trabalhar praticamente de graça, em troca de salários aviltantes. Fato que gera uma leva enorme de jovens “diplomados”, mas desiludidos com as perspectivas profissionais da carreira que abraçaram.
Sujeitos a permanecer eternamente “estagiários” e, muitas vezes, demandando mais quatro ou cinco anos pela frente, após “formados” e devidamente diplomados, no aprendizado dos rudimentos da profissão, recebendo as grandes lições práticas nas redações e assessorias. E, não raramente, sendo comandados por jornalistas sem-diploma. Uma categoria que se estabeleceu na área, não pela força da corporação sindical, e sim pela capacidade intelectual, pelos neurônios, enfim.
E a ética, como é que fica a ética? Aos que assim indagam na tentativa de afirmar que as faculdades de comunicação social, os cursos ditos superiores de jornalismo, não ministram só as matérias curriculares atinentes à formação profissional, mas também dão noção moral no campo ético. Ótimo. Novamente, fico a favor. Porém, lembro que, semelhante ao samba, ética não se aprende apenas no colégio. É bem do espírito, daquilo que se chama caráter e sua grande universidade é o berço, a família.
Enquanto conceito, a ética é polivalente, cada um tem a sua. E a melhor, por sinal, é a mais simples de todas: a que nos ensina que não devemos desejar para os outros aquilo que não queremos para nós mesmos. Elementar, objetiva, concisa, como um bom texto.
Mário Marques de Almeida é jornalista sem-diploma
Fonte: Jornal Página Única/MT
Opnião - 25/06/2009
São Bendito!!!! Amor Cuiabano.
Silval Barbosa, destaca fé e cultura cuiabana em visita à Festa de São Benedito
VALORIZAÇÃO
Numa manifestação de respeito e valorização à cultura cuiabana, o governador de Mato Grosso em exercício, Silval Barbosa, visitou neste domingo (05.07) a Festa de São Benedito 2009.
O evento é um marco da fé e história do povo cuiabano. São quatro dias de programação religiosa e social, marcada sempre pelos famosos pratos da culinária mato-grossense, como maria izabel, farofa de banana e paçoca de pilão. “Essa festa é o resgate da cultura e é uma forte tradição cuiabana, o Governo do Estado sempre participa e valoriza essas manifestações”, destacou o governador em exercício.
Silval Barbosa chegou ao evento, que é realizado no entorno da Igreja do Rosário/São Benedito, na hora do tradicional almoço de domingo. Conversou com populares, festeiros e visitou os devotos que trabalhavam na cozinha para conseguir atender a demanda de mais de 2.500 refeições por dia.
A Festa de São Benedito é uma importante maneira de manter viva a tradição cuiabana. A transmissão da fé e respeito pela cultura é nítida nas famílias que almoçavam e trabalhavam no local. Benedita Soares estava de ajudante na cozinha, ela conta que a mãe teve a mesma função durante décadas e agora ela e a irmã continuam a caminhada. “Minha mãe morreu durante uma procissão de São Benedito, estamos aqui para manter viva a fé que ela nos deixou”, comentou Benedita.
Ao visitar a cozinha é possível perceber o retrato da experiência, nos rostos a marca de quem tem o segredo para agradar o paladar. As mulheres começam a preparar a comida um mês antes do início da festa. Dona Iolanda Oliveira, de 63 anos, explica que elas começam a cortar a carne para Maria izabel (carne com arroz) e a fazer a paçoca de pilão.
Numa das barracas trabalhavam juntos o pai, João Félix, 67 anos, e a filha Magda Tereza, que hoje já continua os passos da família. João Félix e Magda falam orgulhosos do neto e filho, respectivamente, que é um dos juizinhos da festa. ‘Meu neto Álvaro Nascimento de 8 anos é juizinho, vai passando de pai pra filho, estou aqui com a minha filha que trabalha há muitos anos comigo,” diz o devoto de São Benedito.
Mas para quem pensa que só os cuiabanos de “chapa e cruz”, nascidos e criados aqui, têm essa ligação com a Festa de São Benedito, o casal gaúcho Nelinho e Vera Martini mostra que não é bem assim. Os dois vieram para Mato Grosso há 20 anos para trabalhar, dona Vera conta que logo que chegou conheceu a festa e nunca mais parou de participar. “Já alcançamos várias graças, temos tradição de vir pelo menos um dia na festa”, disse Vera Martini. Eles moram em Várzea Grande e para o marido, além da fé no santo negro, é a oportunidade de comer um bom peixe preparado por mãos cuiabanas. “Eu comi a cabeça de pacú e nunca mais fui embora”, brinca Nelinho.
O Rei (organizador) da Festa 2009, Antônio Agostinho, conhecido como Axé, reconhece que além da força espiritual o evento dá prosseguimento à preservação da cultura e tem um cunho social muito grande. “A receita da festa é revertida também em ações sociais, ajuda as creches e a instituição José de Anchieta, que trabalha com dependentes químicos”, destacou Agostinho.
Joaquim Curvo de Arruda, gestor do governo, é um dos organizadores da Festa de São Benedito. Desde 2006 ele trabalha efetivamente na organização, mas frequenta os festejos há décadas. Joaquim Curvo explicou que a família realmente é o ponto forte dessa festa. “Nós distribuímos a organização por famílias, seis famílias são responsáveis pelo trabalho de cada dia”, destacou. No trabalho inclui a arrecadação e o preparo dos alimentos, entre outros. A receita é revertida para a Paróquia.
O casal Nilza e João Bosco Delamônica define a Festa de São Benedito como parte da vida da família. “É o momento mais forte do ano para mim, eu nasci aqui, minha mãe me trazia pequenina e hoje já trago minha neta para acompanhar a procissão de São Benedito", disse Nilza Delamônica.
Fonte:Jornal Página Única /MT
VALORIZAÇÃO
Numa manifestação de respeito e valorização à cultura cuiabana, o governador de Mato Grosso em exercício, Silval Barbosa, visitou neste domingo (05.07) a Festa de São Benedito 2009.
O evento é um marco da fé e história do povo cuiabano. São quatro dias de programação religiosa e social, marcada sempre pelos famosos pratos da culinária mato-grossense, como maria izabel, farofa de banana e paçoca de pilão. “Essa festa é o resgate da cultura e é uma forte tradição cuiabana, o Governo do Estado sempre participa e valoriza essas manifestações”, destacou o governador em exercício.
Silval Barbosa chegou ao evento, que é realizado no entorno da Igreja do Rosário/São Benedito, na hora do tradicional almoço de domingo. Conversou com populares, festeiros e visitou os devotos que trabalhavam na cozinha para conseguir atender a demanda de mais de 2.500 refeições por dia.
A Festa de São Benedito é uma importante maneira de manter viva a tradição cuiabana. A transmissão da fé e respeito pela cultura é nítida nas famílias que almoçavam e trabalhavam no local. Benedita Soares estava de ajudante na cozinha, ela conta que a mãe teve a mesma função durante décadas e agora ela e a irmã continuam a caminhada. “Minha mãe morreu durante uma procissão de São Benedito, estamos aqui para manter viva a fé que ela nos deixou”, comentou Benedita.
Ao visitar a cozinha é possível perceber o retrato da experiência, nos rostos a marca de quem tem o segredo para agradar o paladar. As mulheres começam a preparar a comida um mês antes do início da festa. Dona Iolanda Oliveira, de 63 anos, explica que elas começam a cortar a carne para Maria izabel (carne com arroz) e a fazer a paçoca de pilão.
Numa das barracas trabalhavam juntos o pai, João Félix, 67 anos, e a filha Magda Tereza, que hoje já continua os passos da família. João Félix e Magda falam orgulhosos do neto e filho, respectivamente, que é um dos juizinhos da festa. ‘Meu neto Álvaro Nascimento de 8 anos é juizinho, vai passando de pai pra filho, estou aqui com a minha filha que trabalha há muitos anos comigo,” diz o devoto de São Benedito.
Mas para quem pensa que só os cuiabanos de “chapa e cruz”, nascidos e criados aqui, têm essa ligação com a Festa de São Benedito, o casal gaúcho Nelinho e Vera Martini mostra que não é bem assim. Os dois vieram para Mato Grosso há 20 anos para trabalhar, dona Vera conta que logo que chegou conheceu a festa e nunca mais parou de participar. “Já alcançamos várias graças, temos tradição de vir pelo menos um dia na festa”, disse Vera Martini. Eles moram em Várzea Grande e para o marido, além da fé no santo negro, é a oportunidade de comer um bom peixe preparado por mãos cuiabanas. “Eu comi a cabeça de pacú e nunca mais fui embora”, brinca Nelinho.
O Rei (organizador) da Festa 2009, Antônio Agostinho, conhecido como Axé, reconhece que além da força espiritual o evento dá prosseguimento à preservação da cultura e tem um cunho social muito grande. “A receita da festa é revertida também em ações sociais, ajuda as creches e a instituição José de Anchieta, que trabalha com dependentes químicos”, destacou Agostinho.
Joaquim Curvo de Arruda, gestor do governo, é um dos organizadores da Festa de São Benedito. Desde 2006 ele trabalha efetivamente na organização, mas frequenta os festejos há décadas. Joaquim Curvo explicou que a família realmente é o ponto forte dessa festa. “Nós distribuímos a organização por famílias, seis famílias são responsáveis pelo trabalho de cada dia”, destacou. No trabalho inclui a arrecadação e o preparo dos alimentos, entre outros. A receita é revertida para a Paróquia.
O casal Nilza e João Bosco Delamônica define a Festa de São Benedito como parte da vida da família. “É o momento mais forte do ano para mim, eu nasci aqui, minha mãe me trazia pequenina e hoje já trago minha neta para acompanhar a procissão de São Benedito", disse Nilza Delamônica.
Fonte:Jornal Página Única /MT
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Cultura Cuiabana, com muito prazer!!!
Moisés Martins, um tipo popular cuiabano
Perfil
“Toda cidade tem seus tipos, Cuiabá também os tem. Uma cidade sem eles vive cheia de ninguém”. E um desses tipos é justamente o compositor dessa poesia (Tipos Populares), Moisés Mendes Martins Junior. Odontólogo, poeta, compositor, músico, instrumentista e cantor. Aos 67 anos, atuando como secretário adjunto da Secretaria de Cultura de Cuiabá, esse personagem vivo da história mato-grossense, militante eterno da cultura cuiabana, não se cansa de valorizar a nossa identidade cultural. Um campo-grandense de nascimento, porém mais cuiabano que muitos de chapa e cruz. Profundo conhecedor da nossa cultura, membro da Academia Mato-grossense de Letras.
Além de suas incontáveis poesias, escreveu três livros: “Revendo e Reciclando a Cultura Cuiabana”, “Trancas e Tramelas” e “Do Cerrado, Pantanal ao Cosmo; um Passeio Poético”. Obras de Moisés que reúnem história, contos e poesias escritas por ele ao longo de sua carreira de estudioso da essência cultural cuiabana. Ainda novo, entrou no mundo literário, se dedicando a pesquisas, observando o dia-a-dia, o linguajar, o jeito de ser do cuiabano.
No meio de sua trajetória de vida, uma parceria daquelas que parecem ser predestinadas, de tão perfeitas. Moisés encontrou no músico Pescuma um grande amigo. Pessoa que entendeu a poesia do escritor e a transformou em músicas. Músicas que traduzem com fidelidade a história cultural da “Cidade Verde”.Músicas como “Pixé”, que mistura uma peculiaridade da gastronomia cuiabana com os mais arraigados costumes que povoaram a infância cuiabana. Ela está na ponta da língua de qualquer cuiabano, de nascimento ou pau rodado. “Milho torradinho, socado. Canela açucarada. A branca pura, aquela gurizada. No tempo do Campo do Ourique, quando a pandorga, o finca-finca, o buscapé e o trique-trique, pintavam o céu com pingos de luz. É tempo bom que não volta mais, só na lembrança de quem foi menino, hoje é rapaz...”Um clássico popular que garantiu a Moisés e Pescuma a sonhada imortalidade nos corações e mentes do cidadão.
Dessa união com Pescuma ainda surgiu o movimento “Sentimento Cuiabano”, um trabalho de produção de obras de rasqueado cuiabano, mais uma ação de resgate cultural, da nossa identidade. Hoje, Moisés traça uma nova caminhada, com o grupo Sarau Cuiabano, mais uma expressão artística autêntica. “Viva, a Cobra Fumano, Maria Peta, Zé Bolo Flô”. E viva Moisés Martins, uma história de amor com Cuiabá.
Da redação/Raoni Ricci
Perfil
“Toda cidade tem seus tipos, Cuiabá também os tem. Uma cidade sem eles vive cheia de ninguém”. E um desses tipos é justamente o compositor dessa poesia (Tipos Populares), Moisés Mendes Martins Junior. Odontólogo, poeta, compositor, músico, instrumentista e cantor. Aos 67 anos, atuando como secretário adjunto da Secretaria de Cultura de Cuiabá, esse personagem vivo da história mato-grossense, militante eterno da cultura cuiabana, não se cansa de valorizar a nossa identidade cultural. Um campo-grandense de nascimento, porém mais cuiabano que muitos de chapa e cruz. Profundo conhecedor da nossa cultura, membro da Academia Mato-grossense de Letras.
Além de suas incontáveis poesias, escreveu três livros: “Revendo e Reciclando a Cultura Cuiabana”, “Trancas e Tramelas” e “Do Cerrado, Pantanal ao Cosmo; um Passeio Poético”. Obras de Moisés que reúnem história, contos e poesias escritas por ele ao longo de sua carreira de estudioso da essência cultural cuiabana. Ainda novo, entrou no mundo literário, se dedicando a pesquisas, observando o dia-a-dia, o linguajar, o jeito de ser do cuiabano.
No meio de sua trajetória de vida, uma parceria daquelas que parecem ser predestinadas, de tão perfeitas. Moisés encontrou no músico Pescuma um grande amigo. Pessoa que entendeu a poesia do escritor e a transformou em músicas. Músicas que traduzem com fidelidade a história cultural da “Cidade Verde”.Músicas como “Pixé”, que mistura uma peculiaridade da gastronomia cuiabana com os mais arraigados costumes que povoaram a infância cuiabana. Ela está na ponta da língua de qualquer cuiabano, de nascimento ou pau rodado. “Milho torradinho, socado. Canela açucarada. A branca pura, aquela gurizada. No tempo do Campo do Ourique, quando a pandorga, o finca-finca, o buscapé e o trique-trique, pintavam o céu com pingos de luz. É tempo bom que não volta mais, só na lembrança de quem foi menino, hoje é rapaz...”Um clássico popular que garantiu a Moisés e Pescuma a sonhada imortalidade nos corações e mentes do cidadão.
Dessa união com Pescuma ainda surgiu o movimento “Sentimento Cuiabano”, um trabalho de produção de obras de rasqueado cuiabano, mais uma ação de resgate cultural, da nossa identidade. Hoje, Moisés traça uma nova caminhada, com o grupo Sarau Cuiabano, mais uma expressão artística autêntica. “Viva, a Cobra Fumano, Maria Peta, Zé Bolo Flô”. E viva Moisés Martins, uma história de amor com Cuiabá.
Da redação/Raoni Ricci
Mato Grosso não aplica 25% da receita na Educação
O MÍNIMO
O Ministério da Educação (MEC) divulgou relatório demonstrando que o Estado de Mato Grosso não destina à Educação os 25% da receita determinado pela Constituição Federal. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Gilmar Soares Ferreira, lembra que a entidade fez esta denúncia há vários anos. “A divulgação destes dados respalda nossas ações”, declarou.
De acordo com o sindicalista, o atual governo tem a prática de não cumprir nem mesmo com o que é garantido pela Constituição Estadual. “A determinação é que 35% da receita do Estado sejam aplicados na Educação, mas isto também não acontece”, denuncia. O presidente alerta que há subserviência dos poderes Legislativo e Judiciário. “Eles se calam diante dos ditames do Executivo”, lamentou.
O Sintep/MT também entrou com ação popular em 2004 denunciando a não-aplicação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) na Educação. “Há um silêncio no Ministério Público, que arquivou nossa denúncia, e na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que fechou os olhos diante de um acórdão vergonhoso com o Tribunal de Contas para que este recurso não seja aplicado”, afirmou.
Segundo o presidente do Sintep/MT, as autoridades do Estado devem rever as ações. “Estamos falando em milhões de reais que deixam de ser investidos na Educação”, disse. O sindicalista fez um comparativo com o movimento sindical. “A justiça decreta ilegalidade de greves realizadas por trabalhadores. E o fazem erroneamente, enquanto o Estado, que está agindo ilegalmente, permanece impune”.
A cobrança da aplicação dos recursos garantidos pela Constituição e do IRRF na Educação permanecem na pauta do sindicato. “Não descartamos a possibilidade de paralisação no segundo semestre. Vamos cobrar nossos direitos assegurados por lei. Esta é uma maneira de garantir a valorização profissional, gerando educação de qualidade”, assegurou.
Relatório – O documento mostra que 165 prefeituras e 4 Estados não destinam o porcentual mínimo de 25% das à Educação. A constatação foi feita pelo Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope), com dados de 2008. O Sistema é gerido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e encarregado de centralizar todos os números do setor nas três esferas de poder.
O Siope tem o objetivo de controlar as despesas públicas com ensino e viabilizar o cumprimento das metas do Plano de Desenvolvimento da Educação. Em operação desde o ano passado, já coletou dados de 4.400 das mais de 5.500 prefeituras do País. Dos 27 Estados, só Minas Gerais, Paraná, Alagoas, Goiás, Rondônia e Roraima não enviaram as informações solicitadas pelo MEC.
Fonte: Jornal Página Única- Eudcação 30/6/2009.
O MÍNIMO
O Ministério da Educação (MEC) divulgou relatório demonstrando que o Estado de Mato Grosso não destina à Educação os 25% da receita determinado pela Constituição Federal. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Gilmar Soares Ferreira, lembra que a entidade fez esta denúncia há vários anos. “A divulgação destes dados respalda nossas ações”, declarou.
De acordo com o sindicalista, o atual governo tem a prática de não cumprir nem mesmo com o que é garantido pela Constituição Estadual. “A determinação é que 35% da receita do Estado sejam aplicados na Educação, mas isto também não acontece”, denuncia. O presidente alerta que há subserviência dos poderes Legislativo e Judiciário. “Eles se calam diante dos ditames do Executivo”, lamentou.
O Sintep/MT também entrou com ação popular em 2004 denunciando a não-aplicação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) na Educação. “Há um silêncio no Ministério Público, que arquivou nossa denúncia, e na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que fechou os olhos diante de um acórdão vergonhoso com o Tribunal de Contas para que este recurso não seja aplicado”, afirmou.
Segundo o presidente do Sintep/MT, as autoridades do Estado devem rever as ações. “Estamos falando em milhões de reais que deixam de ser investidos na Educação”, disse. O sindicalista fez um comparativo com o movimento sindical. “A justiça decreta ilegalidade de greves realizadas por trabalhadores. E o fazem erroneamente, enquanto o Estado, que está agindo ilegalmente, permanece impune”.
A cobrança da aplicação dos recursos garantidos pela Constituição e do IRRF na Educação permanecem na pauta do sindicato. “Não descartamos a possibilidade de paralisação no segundo semestre. Vamos cobrar nossos direitos assegurados por lei. Esta é uma maneira de garantir a valorização profissional, gerando educação de qualidade”, assegurou.
Relatório – O documento mostra que 165 prefeituras e 4 Estados não destinam o porcentual mínimo de 25% das à Educação. A constatação foi feita pelo Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope), com dados de 2008. O Sistema é gerido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e encarregado de centralizar todos os números do setor nas três esferas de poder.
O Siope tem o objetivo de controlar as despesas públicas com ensino e viabilizar o cumprimento das metas do Plano de Desenvolvimento da Educação. Em operação desde o ano passado, já coletou dados de 4.400 das mais de 5.500 prefeituras do País. Dos 27 Estados, só Minas Gerais, Paraná, Alagoas, Goiás, Rondônia e Roraima não enviaram as informações solicitadas pelo MEC.
Fonte: Jornal Página Única- Eudcação 30/6/2009.
São Benedito: fé e devoção na maior festa religiosa de MT
SANTO NEGRO
SANTO NEGRO
Uma grande procissão encerrou ontem (05) a maior celebração religiosa de Mato Grosso. Foram quatro dias de oração e de muito trabalho para oferecer à população momentos de expressão da religiosidade, destacando ainda a cultura, a gastronomia e as tradições cuiabanas. Danças típicas, folclore, shows e outras apresentações animaram o público.
No início da noite de domingo, a tradicional procisão de São Benedito tomou as principais ruas do centro histórico da Capital. Mais de 30 mil devotos agradeceram as bençãos recebidas, num ritual emocionante de fé e religiosidade..
Além de o evento religioso mais importante do estado, a Festa garante um importante retorno econômico para a igreja. O dinheiro arrecadado é destinado a projetos sociais, viabilizando a assistência religiosa para 23 comunidades da Paróquia do Rosário. Atualmente, a Paróquia mantém os projetos: Fundação Fé e Alegria, que promove educação para crianças e adolescentes, e o Sítio José de Anchieta, que atende dependentes químicos em recuperação.
História - Benedito, de origem africana, nasceu na Itália e descende de escravos oriundos da Etiópia. Aos 18 anos de idade já havia decidido consagrar-se ao serviço de Deus, e aos 21 um monge dos irmãos eremitas de São Francisco de Assis, o chamou para viver entre eles. Fez votos de pobreza, obediência e castidade e, coerentemente, caminhava descalço pelas ruas e dormia no chão sem cobertas. Era muito procurado pelo povo, que desejava ouvir seus conselhos e pedir-lhe orações.
Cumprindo seu voto de obediência, depois de 17 anos entre os eremitas, foi designado para ser cozinheiro no Convento dos Capuchinhos. Sua piedade, sabedoria e santidade levaram seus irmãos de comunidade a elegê-lo Superior do Mosteiro, apesar de analfabeto e leigo, pois não havia sido ordenado sacerdote.
São Benedito morreu aos 63 anos, no dia 4 de abril de 1589, em Palermo, na Itália. Reverenciado e amado no Brasil inteiro, é um dos santos mais populares do país, principalmente entre a população de origem africana, que o associa aos padecimentos do negro brasileiro.
Em um local conhecido como Campo Arnesto, às margens do Córrego da Prainha, “levantaram os pretos uma capelinha a São Benedito, local chamado depois de Rua do Sebo, a qual, daí a poucos anos caiu e não foi levantada mais.” A citação é de um historiador que estudou os primeiros tempos da Capital, Barboza de Sá. De acordo com Sá, a capela que originou a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito foi erguida pelos escravos no ano de 1722 e foi no entorno dessa igreja que surgiu a Vila Real do Bom Jesus de Cuiabá, ligando definitivamente a história de Cuiabá com São Benedito.
Fonte: Jornal Página Única/MT
Siriri e Cururu presentes no Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães
Festival de cultura que se preze precisa não só contemplar o maior número possível de manifestações e iniciativas como democratizar de todas as formas com a população. Dos mais populares aos mais eruditos cada segmento traz em si o tom e a cor da diversidade. Na esteira desse pensamento o cururu e o siriri estarão presentes com toda pompa e circunstânica durante o 25º Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães. Trata-se de mais uma etapa do Festival Territorial Cururu e Siriri que sobe a serra e se integra à programação do evento mãe.
Hoje (10), a partir das 19h, a Praça do Festival de Inverno recebe os cururueiros de Cuiabá. Em seguida, se apresentam os Grupos de Siriri Manga Rosa, de Várzea Grande; Flor Ribeirinha, de Cuiabá; Tradição Coxiponé, do Coxipó do Ouro; Raiz Cuiabana, de Cuiabá; e Flor da Serra, do Planalto da Serra.
No sábado, também a partir das 19h30, os cururueiros do Rancho de Palha de Várzea Grande inauguram o espetáculo. Na seqüência, entram em cena os Grupos de Siriri Flor do Campo, Viola de Cocho, Tchapa e Cruz e Coração Cuiabano, de Cuiabá; Voa Tuiuiú e Flor do Cambambi, de Chapada dos Guimarães.
Após percorrer os pólos Nova Mutum e Nossa Senhora do Livramento, a comissão de estudiosos da cultura popular avaliará os grupos de Cuiabá, Várzea Grande e de Chapada. O objetivo é classificar 18 grupos de Siriri e três de Cururu, que se apresentarão no 8º Festival Cururu Siriri, no fim do mês de agosto, na capital mato-grossense. Destes, oito grupos de Siriri serão classificados dos Festivais Territoriais, sendo os dois grupos melhores qualificados em cada Pólo. E os dez restantes grupos de Siriri serão classificados dentre os que obtiverem a melhor qualificação geral.
Vale lembrar que O Festival Territorial é uma ação conjunta entre a Prefeitura de Cuiabá e a Federação Mato-Grossense das Associações e Grupos de Cururu e Siriri Tradição Cultural com apoio das prefeituras de Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, Planalto da Serra, Rosário Oeste, Jangada, Nobres, Tangará da Serra, Barra do Bugres, Nova Mutum, Santo Antonio do Leverger, Barão de Melgaço, Cáceres, Nossa Senhora do Livramento e Poconé.
(A Gazeta com Assessoria)Jornal Página única/MT
Festival de cultura que se preze precisa não só contemplar o maior número possível de manifestações e iniciativas como democratizar de todas as formas com a população. Dos mais populares aos mais eruditos cada segmento traz em si o tom e a cor da diversidade. Na esteira desse pensamento o cururu e o siriri estarão presentes com toda pompa e circunstânica durante o 25º Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães. Trata-se de mais uma etapa do Festival Territorial Cururu e Siriri que sobe a serra e se integra à programação do evento mãe.
Hoje (10), a partir das 19h, a Praça do Festival de Inverno recebe os cururueiros de Cuiabá. Em seguida, se apresentam os Grupos de Siriri Manga Rosa, de Várzea Grande; Flor Ribeirinha, de Cuiabá; Tradição Coxiponé, do Coxipó do Ouro; Raiz Cuiabana, de Cuiabá; e Flor da Serra, do Planalto da Serra.
No sábado, também a partir das 19h30, os cururueiros do Rancho de Palha de Várzea Grande inauguram o espetáculo. Na seqüência, entram em cena os Grupos de Siriri Flor do Campo, Viola de Cocho, Tchapa e Cruz e Coração Cuiabano, de Cuiabá; Voa Tuiuiú e Flor do Cambambi, de Chapada dos Guimarães.
Após percorrer os pólos Nova Mutum e Nossa Senhora do Livramento, a comissão de estudiosos da cultura popular avaliará os grupos de Cuiabá, Várzea Grande e de Chapada. O objetivo é classificar 18 grupos de Siriri e três de Cururu, que se apresentarão no 8º Festival Cururu Siriri, no fim do mês de agosto, na capital mato-grossense. Destes, oito grupos de Siriri serão classificados dos Festivais Territoriais, sendo os dois grupos melhores qualificados em cada Pólo. E os dez restantes grupos de Siriri serão classificados dentre os que obtiverem a melhor qualificação geral.
Vale lembrar que O Festival Territorial é uma ação conjunta entre a Prefeitura de Cuiabá e a Federação Mato-Grossense das Associações e Grupos de Cururu e Siriri Tradição Cultural com apoio das prefeituras de Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, Planalto da Serra, Rosário Oeste, Jangada, Nobres, Tangará da Serra, Barra do Bugres, Nova Mutum, Santo Antonio do Leverger, Barão de Melgaço, Cáceres, Nossa Senhora do Livramento e Poconé.
(A Gazeta com Assessoria)Jornal Página única/MT
Reunião discute Fórum “Lixo e Cidadania” nos municípios do EstadoCuiabá / Várzea Grande, 11/07/2009 - 12h10min. Da Redação
Uma reunião para discutir o plano de ação para 2009 e a meta de levar o assunto de resíduos sólidos às instituições acadêmicas de ensino, por meio do Fórum “Lixo e Cidadania”, foi realizada no Auditório Pantanal, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). A reunião contou com a presença de maioria das instituições convidadas.
A reunião pautou a importância de se saber quantos catadores existem, onde eles estão e qual a sua forma de trabalho. Uma data para reunião com a liderança dos catadores, foi marcada para o mês de agosto, a fim de saber das reais necessidades desses catadores de materiais recicláveis. “Queremos ouvi-los e saber quais melhorias eles anseiam”, ressaltou a agente de meio ambiente, Terezinha Rodrigues.
No Brasil existe o movimento nacional dos catadores de lixo. No Estado de Mato Grosso esse movimento também existe, porém os trabalhos ainda são tímidos. No entender da agente, é preciso intensificar esse trabalho e tornar as propostas conhecidas.
Em nível nacional a gestão de resíduos sólidos trabalha em parceria com os recursos hídricos, pois o lixo é o principal responsável pela poluição dos rios e nascentes. Os municípios maiores produzem mais lixo e, consequentemente, poluem mais os rios e nascentes.
Uma das ações do fórum neste ano é promover seminários nas universidades com o objetivo de levantar as atividades acadêmicas com foco na questão dos resíduos sólidos de cunho sócio-ambiental e com isso, disseminarem o trabalho que o fórum vem realizando.
Nove municípios já instalaram o fórum, são eles: Mirassol do Oeste, Primavera do Leste, Cuiabá, Guiratinga, Juína, Jauru, Colider, Matupá, e Jaciara. Embora, nem todos estejam em plena atividade.
A agente de meio ambiente destacou ainda, a meta de se criar a lei da coleta seletiva solidária nos órgãos públicos e, a partir daí, incentivar as prefeituras dos municípios a fazerem esta prática que é tão importante para a questão sócio ambiental, analisou Terezinha Rodrigues.
Uma reunião para discutir o plano de ação para 2009 e a meta de levar o assunto de resíduos sólidos às instituições acadêmicas de ensino, por meio do Fórum “Lixo e Cidadania”, foi realizada no Auditório Pantanal, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). A reunião contou com a presença de maioria das instituições convidadas.
A reunião pautou a importância de se saber quantos catadores existem, onde eles estão e qual a sua forma de trabalho. Uma data para reunião com a liderança dos catadores, foi marcada para o mês de agosto, a fim de saber das reais necessidades desses catadores de materiais recicláveis. “Queremos ouvi-los e saber quais melhorias eles anseiam”, ressaltou a agente de meio ambiente, Terezinha Rodrigues.
No Brasil existe o movimento nacional dos catadores de lixo. No Estado de Mato Grosso esse movimento também existe, porém os trabalhos ainda são tímidos. No entender da agente, é preciso intensificar esse trabalho e tornar as propostas conhecidas.
Em nível nacional a gestão de resíduos sólidos trabalha em parceria com os recursos hídricos, pois o lixo é o principal responsável pela poluição dos rios e nascentes. Os municípios maiores produzem mais lixo e, consequentemente, poluem mais os rios e nascentes.
Uma das ações do fórum neste ano é promover seminários nas universidades com o objetivo de levantar as atividades acadêmicas com foco na questão dos resíduos sólidos de cunho sócio-ambiental e com isso, disseminarem o trabalho que o fórum vem realizando.
Nove municípios já instalaram o fórum, são eles: Mirassol do Oeste, Primavera do Leste, Cuiabá, Guiratinga, Juína, Jauru, Colider, Matupá, e Jaciara. Embora, nem todos estejam em plena atividade.
A agente de meio ambiente destacou ainda, a meta de se criar a lei da coleta seletiva solidária nos órgãos públicos e, a partir daí, incentivar as prefeituras dos municípios a fazerem esta prática que é tão importante para a questão sócio ambiental, analisou Terezinha Rodrigues.
Fonte: Jornal Página Única/MT
Brasil tem 11,5% de crianças analfabetas, aponta IBGECuiabá / Várzea Grande, 12/07/2009 - 12h21min. Folha de S.Paulo
Apesar dos avanços, o Brasil ainda tem 11,5% das crianças de oito e nove anos analfabetas. Este percentual já foi bem maior (47% em 1982), mas, na atual década, vem caindo em ritmo mais lento, segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE. De 2001 a 2007, a redução foi de apenas 2,5 pontos.
Uma criança não alfabetizada com mais de oito anos de idade apresenta dificuldades não apenas em português, mas em todas as outras disciplinas, já que sua capacidade de compreender textos é limitada.
É normal que, à medida que um indicador melhore, seu ritmo de queda reduza. O problema é que, se continuar caindo na mesma velocidade de 2001 a 2007, o Brasil dificilmente cumprirá a meta de ter até 2022 toda criança plenamente alfabetizada aos oito anos de idade, estipulada pelo movimento Todos Pela Educação.
A situação é mais grave no Nordeste (23% de crianças analfabetas), especialmente no Maranhão (38%), Alagoas (29%) e Piauí (27%).
O dado do IBGE, porém, não dá um diagnóstico completo, pois se baseia só na informação de pais sobre se seus filhos sabem ler e escrever um bilhete simples. O instrumento que mais se aproxima deste objetivo é a Provinha Brasil, teste do MEC que avalia o nível de alfabetização no 2º ano do ensino fundamental. Como a prova é feita e corrigida pelas próprias redes, sua divulgação fica a critério do Estado ou município.
Resultados obtidos pela Folha com as secretarias que já divulgaram o exame mostram que, na cidade do Rio, em Belo Horizonte e no Distrito Federal, mais de um terço dos estudantes estavam abaixo do nível considerado adequado.
Eles não necessariamente são analfabetos, mas apresentam dificuldades até mesmo para ler frases curtas ou palavras mais complexas.
No Rio e no Distrito Federal, o percentual de alunos abaixo do adequado foi de 37% e, em Belo Horizonte, 35%. São Paulo ainda não divulgou os dados.
Repetência
Para o especialista em avaliação educacional Ruben Klein, a principal explicação para o analfabetismo entre crianças cair em ritmo mais lento é a repetência na primeira série. Uma tabela elaborada por ele mostra que a trajetória da repetência na primeira série tem comportamento idêntico ao verificado na taxa de analfabetismo aos 8 e 9 anos.
Em 1982, o censo escolar do MEC registrava que 60% das crianças desta série eram repetentes. A taxa diminuiu quase pela metade até o ano 2000, quando registrou-se 32% de crianças repetentes.
O problema foi que, a partir daí, a queda se deu em ritmo mais lento e, em 2005 (último ano da série histórica do pesquisador), ela estava em 29%, uma redução de apenas três pontos percentuais na primeira metade da década.
Klein pondera que essas crianças não alfabetizadas na idade correta acabam aprendendo tardiamente. Prova disso é que, aos 15 anos, o percentual de analfabetos na Pnad oscila entre 1% e 2% desde 2002.
"Mas é uma alfabetização muito simples e grosseira, longe de ser suficiente, e que compromete a qualidade da aprendizagem, já que eles chegam aos 14 ou 15 anos de idade com um atraso muito grande em relação à série que deveriam estar cursando", diz o especialista.
Os dados do IBGE mostram também que a alfabetização varia de acordo com a renda.
Em famílias mais ricas (mais de cinco salários mínimos per capita), aos cinco anos de idade, quase metade (47%) das crianças já se alfabetizaram. Entre as mais pobres (menos de 1/4 de salário mínimo per capita) o percentual é de 10%.
Aos sete, praticamente todas as crianças mais ricas já se alfabetizaram, mas a taxa entre as mais pobres é de 49%.
Apesar dos avanços, o Brasil ainda tem 11,5% das crianças de oito e nove anos analfabetas. Este percentual já foi bem maior (47% em 1982), mas, na atual década, vem caindo em ritmo mais lento, segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE. De 2001 a 2007, a redução foi de apenas 2,5 pontos.
Uma criança não alfabetizada com mais de oito anos de idade apresenta dificuldades não apenas em português, mas em todas as outras disciplinas, já que sua capacidade de compreender textos é limitada.
É normal que, à medida que um indicador melhore, seu ritmo de queda reduza. O problema é que, se continuar caindo na mesma velocidade de 2001 a 2007, o Brasil dificilmente cumprirá a meta de ter até 2022 toda criança plenamente alfabetizada aos oito anos de idade, estipulada pelo movimento Todos Pela Educação.
A situação é mais grave no Nordeste (23% de crianças analfabetas), especialmente no Maranhão (38%), Alagoas (29%) e Piauí (27%).
O dado do IBGE, porém, não dá um diagnóstico completo, pois se baseia só na informação de pais sobre se seus filhos sabem ler e escrever um bilhete simples. O instrumento que mais se aproxima deste objetivo é a Provinha Brasil, teste do MEC que avalia o nível de alfabetização no 2º ano do ensino fundamental. Como a prova é feita e corrigida pelas próprias redes, sua divulgação fica a critério do Estado ou município.
Resultados obtidos pela Folha com as secretarias que já divulgaram o exame mostram que, na cidade do Rio, em Belo Horizonte e no Distrito Federal, mais de um terço dos estudantes estavam abaixo do nível considerado adequado.
Eles não necessariamente são analfabetos, mas apresentam dificuldades até mesmo para ler frases curtas ou palavras mais complexas.
No Rio e no Distrito Federal, o percentual de alunos abaixo do adequado foi de 37% e, em Belo Horizonte, 35%. São Paulo ainda não divulgou os dados.
Repetência
Para o especialista em avaliação educacional Ruben Klein, a principal explicação para o analfabetismo entre crianças cair em ritmo mais lento é a repetência na primeira série. Uma tabela elaborada por ele mostra que a trajetória da repetência na primeira série tem comportamento idêntico ao verificado na taxa de analfabetismo aos 8 e 9 anos.
Em 1982, o censo escolar do MEC registrava que 60% das crianças desta série eram repetentes. A taxa diminuiu quase pela metade até o ano 2000, quando registrou-se 32% de crianças repetentes.
O problema foi que, a partir daí, a queda se deu em ritmo mais lento e, em 2005 (último ano da série histórica do pesquisador), ela estava em 29%, uma redução de apenas três pontos percentuais na primeira metade da década.
Klein pondera que essas crianças não alfabetizadas na idade correta acabam aprendendo tardiamente. Prova disso é que, aos 15 anos, o percentual de analfabetos na Pnad oscila entre 1% e 2% desde 2002.
"Mas é uma alfabetização muito simples e grosseira, longe de ser suficiente, e que compromete a qualidade da aprendizagem, já que eles chegam aos 14 ou 15 anos de idade com um atraso muito grande em relação à série que deveriam estar cursando", diz o especialista.
Os dados do IBGE mostram também que a alfabetização varia de acordo com a renda.
Em famílias mais ricas (mais de cinco salários mínimos per capita), aos cinco anos de idade, quase metade (47%) das crianças já se alfabetizaram. Entre as mais pobres (menos de 1/4 de salário mínimo per capita) o percentual é de 10%.
Aos sete, praticamente todas as crianças mais ricas já se alfabetizaram, mas a taxa entre as mais pobres é de 49%.
Fonte> Jornal Mídia News/MT
Comentátio sobre o Seminário A crise da Audiência no Ensino Médio realização do Instituto Unibnco/Dezembro/2008.
A ampla gravidade e complexidade da crise da audiência do ensino médio faz com que estudiosos e pesquisadores investigasse a crise, para compreeder e intervir com a ajuda sociedade e ações governamentais de políticas educacionais que possam resolver a questão.
A prior, os pesquisadores detectaram que o alto índice de evasão dos jovens nas escolas públicas de ensino médio, e a conseqüente falta de oportunidades no mercado de trabalho que advém dessa realidade, são fatores que apresentam dificuldades estruturais que ainda não condeguiram romper.
A educação básica brasileria mostra ,claramente, que os jovens estão deixando de concluir seus estudos ,principal instrumento para que possam se desenvolver ingressar no mundo profissional, enquanto sobram postos de trabalho para mão – de – obra qualificada para enfrentar as necessidades socias e econômicas sofridas pela família.Na verdade,metade “morrem na praia”, abandonando por diversas razões.
Dos atuais 10,6 milhões de jovens, na faixa etária dos 15 aos 17 anos, apenas 48% estão no ensino médio. E dos 3,6 milhões que se matriculam anualmente na primeira série , apenas 1,8 milhão concluem os estudos. Na prática , metade “morrem na praia”, abandonando, por razões diversas. A chance de obter um diploma , passaporte indispensável para a conquista de um bom emprego,( Wanda Engel, Instituto Unibanco).
Embora a crise no ensino médio não esteja restrita à educação, devendo ser analisada de acordo com suas múltilas facetas sócias.Divulgar as deficiências do Ensino Médio é uma forma de colocar o tema na agenda pública, um importante passo para assegurar que nosso jovens permaneçam na escola e conclua esse ciclo com qualidade (Pedro Moreira Salles, 2008).
Para Ricardo Paes de Barros, encontrar a razão dessa crise é fundamental mensurar sua magnitude, pois o fenômeno tem várias dimensões , que devem ser isoladas e quantificadas.Para o pesquisador a visão ainda em bem restritiva que aponta os jovens como os principais culpados pela crise de audiência no ensino médio.
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