Compreender a escrita como um sistema de representação que medialize a ação do homem no mundo, e que, portanto, é produzida nas diferentes praticas sociais ao longo da historia, é de fundamental importância para o professor que assume a função de ensinar e promover a aprendizagem deste objeto do conhecimento, pois o aprendizado da leitura e escrita é essencial, uma vez que é por meio dele que a criança aprende e conhece o que é produzido historicamente, insere-se na sociedade letrada e adquire mais instrumentos para expressar seus sentimentos, idéias e emoções, revelando seu universo psíquico.
Segundo Franchi (1992), a linguagem oral e escrita é utilizada pela humanidade como instrumento de comunicação, pois é por meio dela que comunicamos aos outros nossas experiências, estabelecemos laços contratuais, interagimos, influenciamos e decidimos.
Por ser inegável a relevância do aprendizado da leitura e escrita na vida do ser humano é que a escola o coloca como um dos principais objetivos de sua ação educacional, porém a deficiência nessas habilidades caracteriza-se como um dos principais obstáculos para a efetivação do processo de ensino-aprendizagem. De acordo com dados do SAEB 2007, divulgados pelo INEP, e de que embora a educação tenha melhorado ainda não é o suficiente para que possam mudar o panorama em que a educação se encontra, ou seja, a deficiência na escrita e na leitura ainda é gritante.
Desde o início da escolaridade as crianças já se deparam tanto com o trabalho de leitura quanto de produção de textos, seja com a colaboração do professor, com pares mais avançados, seja individualmente, em virtude da importância de seu aprendizado para a sociedade e para o indivíduo.
Os PCN da língua portuguesa (Brasil, 1997) enfatizam que este trabalho é necessário desde o início da alfabetização e as crianças devem ser estimuladas a ler e escrever, ainda que não o façam convencionalmente. Temos clareza que ler e escrever sempre foram tarefas indissociáveis da vida escolar e das atribuições dos professores, entretanto ler e escrever maciça e superficialmente tem sido a questão dramática da escola recente, sem equipamentos e estendida a quase toda a população.
Alexandra Aparecida Leontino

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