Moisés Martins, um tipo popular cuiabano
Perfil
“Toda cidade tem seus tipos, Cuiabá também os tem. Uma cidade sem eles vive cheia de ninguém”. E um desses tipos é justamente o compositor dessa poesia (Tipos Populares), Moisés Mendes Martins Junior. Odontólogo, poeta, compositor, músico, instrumentista e cantor. Aos 67 anos, atuando como secretário adjunto da Secretaria de Cultura de Cuiabá, esse personagem vivo da história mato-grossense, militante eterno da cultura cuiabana, não se cansa de valorizar a nossa identidade cultural. Um campo-grandense de nascimento, porém mais cuiabano que muitos de chapa e cruz. Profundo conhecedor da nossa cultura, membro da Academia Mato-grossense de Letras.
Além de suas incontáveis poesias, escreveu três livros: “Revendo e Reciclando a Cultura Cuiabana”, “Trancas e Tramelas” e “Do Cerrado, Pantanal ao Cosmo; um Passeio Poético”. Obras de Moisés que reúnem história, contos e poesias escritas por ele ao longo de sua carreira de estudioso da essência cultural cuiabana. Ainda novo, entrou no mundo literário, se dedicando a pesquisas, observando o dia-a-dia, o linguajar, o jeito de ser do cuiabano.
No meio de sua trajetória de vida, uma parceria daquelas que parecem ser predestinadas, de tão perfeitas. Moisés encontrou no músico Pescuma um grande amigo. Pessoa que entendeu a poesia do escritor e a transformou em músicas. Músicas que traduzem com fidelidade a história cultural da “Cidade Verde”.Músicas como “Pixé”, que mistura uma peculiaridade da gastronomia cuiabana com os mais arraigados costumes que povoaram a infância cuiabana. Ela está na ponta da língua de qualquer cuiabano, de nascimento ou pau rodado. “Milho torradinho, socado. Canela açucarada. A branca pura, aquela gurizada. No tempo do Campo do Ourique, quando a pandorga, o finca-finca, o buscapé e o trique-trique, pintavam o céu com pingos de luz. É tempo bom que não volta mais, só na lembrança de quem foi menino, hoje é rapaz...”Um clássico popular que garantiu a Moisés e Pescuma a sonhada imortalidade nos corações e mentes do cidadão.
Dessa união com Pescuma ainda surgiu o movimento “Sentimento Cuiabano”, um trabalho de produção de obras de rasqueado cuiabano, mais uma ação de resgate cultural, da nossa identidade. Hoje, Moisés traça uma nova caminhada, com o grupo Sarau Cuiabano, mais uma expressão artística autêntica. “Viva, a Cobra Fumano, Maria Peta, Zé Bolo Flô”. E viva Moisés Martins, uma história de amor com Cuiabá.
Da redação/Raoni Ricci
Perfil
“Toda cidade tem seus tipos, Cuiabá também os tem. Uma cidade sem eles vive cheia de ninguém”. E um desses tipos é justamente o compositor dessa poesia (Tipos Populares), Moisés Mendes Martins Junior. Odontólogo, poeta, compositor, músico, instrumentista e cantor. Aos 67 anos, atuando como secretário adjunto da Secretaria de Cultura de Cuiabá, esse personagem vivo da história mato-grossense, militante eterno da cultura cuiabana, não se cansa de valorizar a nossa identidade cultural. Um campo-grandense de nascimento, porém mais cuiabano que muitos de chapa e cruz. Profundo conhecedor da nossa cultura, membro da Academia Mato-grossense de Letras.
Além de suas incontáveis poesias, escreveu três livros: “Revendo e Reciclando a Cultura Cuiabana”, “Trancas e Tramelas” e “Do Cerrado, Pantanal ao Cosmo; um Passeio Poético”. Obras de Moisés que reúnem história, contos e poesias escritas por ele ao longo de sua carreira de estudioso da essência cultural cuiabana. Ainda novo, entrou no mundo literário, se dedicando a pesquisas, observando o dia-a-dia, o linguajar, o jeito de ser do cuiabano.
No meio de sua trajetória de vida, uma parceria daquelas que parecem ser predestinadas, de tão perfeitas. Moisés encontrou no músico Pescuma um grande amigo. Pessoa que entendeu a poesia do escritor e a transformou em músicas. Músicas que traduzem com fidelidade a história cultural da “Cidade Verde”.Músicas como “Pixé”, que mistura uma peculiaridade da gastronomia cuiabana com os mais arraigados costumes que povoaram a infância cuiabana. Ela está na ponta da língua de qualquer cuiabano, de nascimento ou pau rodado. “Milho torradinho, socado. Canela açucarada. A branca pura, aquela gurizada. No tempo do Campo do Ourique, quando a pandorga, o finca-finca, o buscapé e o trique-trique, pintavam o céu com pingos de luz. É tempo bom que não volta mais, só na lembrança de quem foi menino, hoje é rapaz...”Um clássico popular que garantiu a Moisés e Pescuma a sonhada imortalidade nos corações e mentes do cidadão.
Dessa união com Pescuma ainda surgiu o movimento “Sentimento Cuiabano”, um trabalho de produção de obras de rasqueado cuiabano, mais uma ação de resgate cultural, da nossa identidade. Hoje, Moisés traça uma nova caminhada, com o grupo Sarau Cuiabano, mais uma expressão artística autêntica. “Viva, a Cobra Fumano, Maria Peta, Zé Bolo Flô”. E viva Moisés Martins, uma história de amor com Cuiabá.
Da redação/Raoni Ricci

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