sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Diversidade sim, diferença não.

Iza Aparecida Saliés

Gostaria de lembrar aos senhores deputados federais e senadores que o estado democrático de direito é coisa nossa, isto é, prerrogativa de todos os brasileiros, sejam eles, brancos negros, índios, pardos...

Portanto, não podemos estabelecer critérios que possam beneficiar alguns, sob a égide da questão racial, provocando injustiça, agravando mais as desigualdades sociais.

Cotas sociais sim, cotas por raça? Não! Muito bem deputados!

Pensamento correto dos senhores deputados dessa comissão, não importa se esse comportamento teve como procedência a aproximação das eleições, se foi? Valeu, mesmo assim, pois provocou preocupação aos parlamentares e o assunto não foi aprovado sem ser discutido amplamente pela instituição. Não passou despercebido como sempre acontece.

Apesar de ser visível a preocupação dos parlamentares, no que diz respeito à impressão que os eleitores terão deles, tendo em vista o cenário político que está posto hoje, permeado por preocupações, descrédito, e digo mais, todos os dias pipocam situações inadmissíveis, vexatórias, por que não dizer, vergonhosa.

Até quando vamos conviver com essa situação? Que calamidades está nosso Congresso! Sabemos que está falida a instituição chamada Congresso. Esta situação justifica-se pelo fato de que os indivíduos que a compõe, fazem valer o desejo individual.

Os valores! Ah, ah, ah! Aqueles! Sim, os que aprendemos em casa e na escola, estes? Estão e crise conceitual e de identidade para alguns desses políticos.

Os assuntos sociais relevantes e polêmicos precisam ser considerados em suas diferentes concepções de pensamento, então o que é alteridade para eles? O povo apesar de pouca escolaridade já está tomando conhecimento sobre essas questões.

E a ideologias políticas? As utopias? Os sonhos? Os desejos? Sim estou falando de um país que lutou tanto pela democracia, pela liberdade de imprensa, de pensamento, de respeito à diversidade, à pluralidade de idéias, tudo... tudo...... Então onde está?

Fonte: Opinião sobre as cotas para as universidade

Publicado no Blog do Corumbá



Ministro homologa parecer que trata de aluno com deficiência

O ministro da Educação, Fernando Haddad, homologou nesta quarta-feira, 23, o parecer nº 13/2009 do Conselho Nacional de Educação (CNE), que trata das diretrizes operacionais para o atendimento educacional especializado para os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação matriculados em classes regulares e no atendimento educacional especializado. A homologação ocorreu após ajustes no texto, para evitar interpretações equivocadas, como a de que o governo estaria proibindo o atendimento educacional especializado.

O parecer regulamenta o decreto nº 6.571/08, que dispõe sobre o apoio técnico e financeiro da União aos sistemas públicos de ensino nos estados, Distrito Federal e municípios para ampliar a oferta do atendimento educacional especializado. Esse tipo de atendimento se refere a atividades complementares à escolarização dos alunos público da educação especial, nas classes regulares.

De acordo com o texto, “para a implementação do decreto 6571/2008, os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação nas classes comuns do ensino regular e no atendimento educacional especializado, ofertado em salas de recursos ou instituições especializadas, públicas ou privadas sem fins lucrativos”.

Esse atendimento é realizado preferencialmente na escola regular, no entanto as instituições especializadas, públicas ou privadas sem fins lucrativos, que ofertarem o atendimento educacional especializado para alunos matriculados nas classes comuns do ensino regular também receberão recursos do Fundo de Manutenção da Educação Básica (Fundeb). Está disposto no decreto que a matrícula de cada aluno com deficiência no ensino regular da rede pública e também no atendimento especializado deve ser contada em dobro, para que os recursos do Fundeb possam subsidiar as duas modalidades.

O objetivo é garantir recursos de acessibilidade, bem como estratégias de desenvolvimento da aprendizagem, previstos no projeto político-pedagógico da escola. A ação vai ao encontro da Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva, que orienta os sistemas educacionais na organização e oferta de recursos e serviços da educação especial de forma complementar.


Assessoria de Comunicação Social MEC

Melhora a proporção de alunos na escola, indicam números preliminares

Os dados preliminares do Censo Escolar (Educacenso) 2009 apontam que a proporção de crianças na escola – da creche ao ensino médio - aumenta a cada ano. São mais de 52 milhões de matrículas. Mas cai o número absoluto.

Essa queda, segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, se explica por dois fatores: queda na ordem de 600 a 800 mil nascimentos por ano, chamado bônus demográfico, e a redução da repetência escolar. “Como as crianças não repetem o ano tanto quanto repetiam no passado, elas saem da educação básica mais cedo”, informa Haddad.

Os estados e municípios têm agora 30 dias, a contar desta quarta-feira, 23, para conferir os dados do censo informados ao Ministério da Educação e corrigi-los se necessário. Haddad chama a atenção dos gestores públicos para a importância de informar dados corretos. É a informação da matrícula estadual e municipal, diz, que vai definir os valores que serão repassados a Fundeb para cada nível e etapa da educação em 2010. Os recursos de que o ministro fala se destinam uma série de ações educacionais, entre elas, a merenda e o transporte escolar, o livro didático e biblioteca na escola.

Ao apresentar os dados preliminares do censo, o ministro destacou a qualidade da pesquisa e o detalhamento de dados que permite eliminar a duplicidade de matrículas, além da economia de recursos.

Metodologia - Pela metodologia do censo utilizada até 2007, a escola informava o número de alunos matriculados, muitos deles em duas ou três escolas, e no caso da educação de jovens e adultos a matrícula era informada por disciplina e não por pessoa. Com o Educacenso, a escola informa o nome do estudante, eliminando a duplicidade. “A metodologia trouxe um ganho para o Ministério da Educação do ponto de vista da alocação dos recursos”, segundo Haddad.

Sobre a educação básica pública, o ministro diz que nos anos 2000 é a primeira vez que ocorrem, simultaneamente, dois efeitos na educação: melhoria do atendimento com melhoria da qualidade. “Nos anos 90 (do século passado), nós tivemos melhoria do atendimento e queda da qualidade. Nos anos 2000, nós continuamos melhorando o atendimento só que revertemos a queda da qualidade”.

As tabelas do Educacenso apresentam dados detalhados das matrículas por regiões e estados, níveis e etapas de ensino, número de escolas e comparativos com as pesquisas de 2003 a 2008.


24/09/2009.
Ionice Lorenzoni - MEC


Aberto processo eleitoral para diretores e Conselhos Deliberativos de escolas estaduais/Seduc/MT

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) já determinou a abertura do processo eleitoral para a escolha de diretores das unidades escolares e composição dos Conselhos Deliberativos da Unidade Escolar (CDCEs), para o biênio 2010/2011. As normas para estas eleições foram publicadas no Diário Oficial do dia 18/09, por meio dos Editais n.º 19 e n.º 20 e da Portaria n.º 350/09.

Para os candidatos à direção das escolas, as inscrições devem ser feitas de 9 a 11/11, nas Assessorias Pedagógicas ou, onde não houver esta, no CDCE. O próximo passo do processo eleitoral é um ciclo de estudos com os candidatos, que deve ser realizado nos dias 17 e 18/11. Este ciclo será coordenado pela Assessoria Pedagógica do município polo, com orientação da Superintendência de Gestão Escolar da Seduc. Em seguida, os candidatos irão apresentar suas propostas de trabalho, em Assembleia Geral na escola, de 25 a 27/11.

A eleição do diretor, pela comunidade escolar, será no dia primeiro de dezembro, das 8h às 20h. A posse dos eleitos ocorrerá no dia 5 de janeiro de 2010. Quanto aos CDCE´s, a divulgação e composição dos mesmos será nos dias 19 e 20/10. A eleição e posse dos representantes de cada segmento devem ocorrer nos dias 21, 22 e 23/10, em Assembleia Geral da escola, por meio de voto direto e secreto. O candidato do segmento “alunos” deve ter um mínimo de 14 anos ou estar cursando a 5º série ou 3º fase do 2º ciclo do Ensino Fundamental. O representante do segmento “pais” não pode ser profissional da Educação Básica da escola.

Os eleitos também vão participar de um ciclo de estudos, conforme calendário previsto no edital. A eleição dos CDCEs ocorre um mês antes da eleição dos diretores, já que são os membros destes conselhos que vão dar posse aos dirigentes escolares. O presidente, o secretário e o tesoureiro do CDCE devem ser escolhidos entre seus membros. O diretor é membro nato do conselho, mas não pode presidí-lo.

As escolas devem compor uma Comissão Eleitoral, em Assembleia Geral, sob a coordenação do CDCE, no dia 29/10.

Para outros detalhes, sobre a documentação necessária, prazos e pré-requisitos dos candidatos, devem ser acessados os editais e a portaria, no seguinte endereço: www.iomat.mt.gov.br/do/navegadorhtml/?edi_id=2402, seguindo os links Poder Executivo – Secretarias – Educação – Editais – Portarias.


SERGIO LUIZ FERNANDES
Assessoria/Seduc-MT




Avaliação da Aprenidizagem, um momento de cobrnaça ou de refelxão?

Iza Aparecida Saliés


A avaliação é um momento privilegiado do processo de ensino aprendizagem e deve estar presente em todas as etapas da aprendizagem. Esta é uma prática que deve ser feita pelos professores e alunos com se fosse uma ação de rotina, sem ser estabelecido tempo e condição para realizá-la. Pois ela é parte integrante do envolvimento entre professor e aluno, posto que, a sua dinâmica deve servir de referencial para o ensino e a aprendizagem.

A avaliação deve ser entendida e considerada como parte integrante do processo pedagógico e educacional e não ser compreendida apenas como um instrumentos de seleção, exclusão, perseguição, ou seja, que serve para ferrar o aluno que não consegui acompanhar as aulas do professor (não aprendeu os conteúdos).

Quando avaliação fica apenas vinculada à aplicação de uma prova mensal ou bimestral, sua função fica centrada nos aspectos conceituais, ou seja, o de cobrar se foi dado os conteúdos que devem ser cumpridos.

Só que tem um detalhe, quando é que o professor vai parar para verificar se o aluno aprendeu? E ele, (professor) quando vai parar para analisar sua prática? E os conteúdos foram suficientes, foram entendíveis e compreendidos pelo aluno?

É essa a relação que precisa acontecer, esse acordo entre as partes interessadas no processo aprendizagem, onde todos entendam o que fazem, porque fazem e para quem fazem (o ensino e aprendizagem) isso é ensino e aprendizagem.

A educação que os brasileiros não conhecem.

Iza Aparecida Saliés

Não visualizo reforma educacional neste governo, percebo novos adereços compondo o que já estava pronto.

O Enem é um mecanismo de avalaição institucional que deveria servir de referencial para as políticas educacionais do país, mas, está servinvo apenas para avaliar os alunos e até para certificá-los.

O Enem, avalia competência relacionadas com o conhecimento, é uma concepção pedagógica que busca sistematizar os conhecimentos científicos na perspectiva do desenvolvimento de habilidades que vão contribuir para a construção das competências desejada pela escola, pela sociedade e pelo o mundo do trabalho.

O Currículo de ensino por competências, o seu foco deve estar centrado no conjunto de conceitos, procedimentos e atitudes que o aluno deve constituir durante o seu processo ensino aprendizagem.Tais conhecimentos devem servir para mudar, transformar e prepara-lo para o enfrentamento de problemas do cotidiano.

Muitas escolas, não trabalham nessa concepção ainda, tanto públicas como privadas.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais são referenciais pedagógicos que servem para auxiliar os professores no exercíco docente, como também trabalha com as Áreas de Conhecimento e suas respectivas disciplinas, possibilitando a interdiciplinaridade.

Em 2000 foram enviados para as escolas brasileiras de Ensino Médio, os Parâmetros Curriculares Nacionais + (documento de orientação didáticas, composto por um conjunto de sugestões de temas, eixos temáticos, metodologias e práticas pedagógicas para subsidiar o professor na sua prática na sala de aula).

Quanto ao sistema tradicional de Ensino Médio composto por 12 disciplinas, ainda é uma prática das escolas, e só está acontecendo porque a própria escola não implantou a Reforma do Ensino Médio, ou seja, trabalhar o Currículo na perspectiva das áreas de conhecimento (conforme a Resolução n. 03/98 do Conselho Nacional de Educação)como é cobrado nas provas do Enem.

Não há novidade na proposta deste governo, o que vejo é uma preocupação muito grande em querer mostrar que está fazendo algo, mas, na verdade, está copiando o que está posto e que ainda não foi consolidado por falta de empenho político dos sistemas estaduais de ensino.

Quanto aos incentivos financeiros e técnicos para os estados que desejam aderir à proposta do “Ensino Médio Inovador”, programa do governo federal, não vai alterar em nada, o que está acontecendo é que a união está pressionando os estados e o distrito federal aceitar as condições impostas pela sua proposição.

Segundo a reportagem “as escolas terão liberdade para organizar seus currículos, desde que sigam as diretrizes federais e uma base comum”. “Poderão decidir a forma de distribuição dos conteúdos das disciplinas nos grupos e também o foco do programa (trabalho, ciência, tecnologia ou cultura).”

Isso já é possível, hoje, o que está posto em termos deconcepção pedagógica, legislação e políticas educacionais, possibilita a oferta de uma educação de qualidade desde que utilizem os pressupostos sugeridos pelos documentos do próprio Ministério.

Texto publicado no Bolg do Corumbá

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Por que Trabalhar com Projetos, no Currículo Escolar?

Iza Aparecida Saliés

Como pensar em uma escola para jovens que não os ofereça espaço na construção do próprio conhecimento?

Como imaginar o desenvolvimento da autonomia do jovem onde ele não tem vez nem voz. E o currículo do ensino médio, direcionada para essa categoria social, é desenhado sem considerar seus interesses e expectativas?

Neste sentido, o trabalho com projetos pedagógicos, surge como uma excelente estratégia metodológica que propicia a problematização de contextos reais, locais, regionais e globais ligados à vida do jovem a construção coletiva do conhecimento, provocando dessa forma um interesse maior pela aprendizagem.

Através da vivência de situações de aprendizagem diversificada, momento em que o jovem vivencia diversificadas situações e depara múltiplos conhecimentos, de várias disciplinas, que são mobilizados e vão possibilitar a construção de competências e habilidades necessárias para a vida e para o mundo do trabalho.

Trabalhar com metodologia de projetos pedagógicos, significa romper com velhos paradigmas educacionais que valoriza a seleção de conteúdos e não o processo ensino aprendizagem.

Implica em não ser rigorosa (o) com a linearidade e a fragmentação de conceitos das disciplinas curricular impostos muitas vezes pelos professores, sob a égide da simples listagem de conteúdos dos livros didáticos.

Essa estratégia metodologia, flexibiliza a organização dos tempos e espaços escolares, tradicionalmente arraigados nas antigas matrizes curriculares.

A integração das diferentes áreas de conhecimentos com suas respectivas disciplinas é uma possibilidade bastante real, pois os princípios fundamentais dessa nova concepção metodológica é promover a interdisciplinaridade e a contextualização de modo a favorecer o desenvolvimento de habilidades e a construção de competências, e isso acontece concretamente.

"... no trabalho com projetos não cabem "alunos-esponjas".
(Leite,1994)