Não visualizo reforma educacional neste governo, percebo novos adereços compondo o que já estava pronto.
O Enem é um mecanismo de avalaição institucional que deveria servir de referencial para as políticas educacionais do país, mas, está servinvo apenas para avaliar os alunos e até para certificá-los.
O Enem, avalia competência relacionadas com o conhecimento, é uma concepção pedagógica que busca sistematizar os conhecimentos científicos na perspectiva do desenvolvimento de habilidades que vão contribuir para a construção das competências desejada pela escola, pela sociedade e pelo o mundo do trabalho.
O Currículo de ensino por competências, o seu foco deve estar centrado no conjunto de conceitos, procedimentos e atitudes que o aluno deve constituir durante o seu processo ensino aprendizagem.Tais conhecimentos devem servir para mudar, transformar e prepara-lo para o enfrentamento de problemas do cotidiano.
Muitas escolas, não trabalham nessa concepção ainda, tanto públicas como privadas.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais são referenciais pedagógicos que servem para auxiliar os professores no exercíco docente, como também trabalha com as Áreas de Conhecimento e suas respectivas disciplinas, possibilitando a interdiciplinaridade.
Em 2000 foram enviados para as escolas brasileiras de Ensino Médio, os Parâmetros Curriculares Nacionais + (documento de orientação didáticas, composto por um conjunto de sugestões de temas, eixos temáticos, metodologias e práticas pedagógicas para subsidiar o professor na sua prática na sala de aula).
Quanto ao sistema tradicional de Ensino Médio composto por 12 disciplinas, ainda é uma prática das escolas, e só está acontecendo porque a própria escola não implantou a Reforma do Ensino Médio, ou seja, trabalhar o Currículo na perspectiva das áreas de conhecimento (conforme a Resolução n. 03/98 do Conselho Nacional de Educação)como é cobrado nas provas do Enem.
Não há novidade na proposta deste governo, o que vejo é uma preocupação muito grande em querer mostrar que está fazendo algo, mas, na verdade, está copiando o que está posto e que ainda não foi consolidado por falta de empenho político dos sistemas estaduais de ensino.
Quanto aos incentivos financeiros e técnicos para os estados que desejam aderir à proposta do “Ensino Médio Inovador”, programa do governo federal, não vai alterar em nada, o que está acontecendo é que a união está pressionando os estados e o distrito federal aceitar as condições impostas pela sua proposição.
Segundo a reportagem “as escolas terão liberdade para organizar seus currículos, desde que sigam as diretrizes federais e uma base comum”. “Poderão decidir a forma de distribuição dos conteúdos das disciplinas nos grupos e também o foco do programa (trabalho, ciência, tecnologia ou cultura).”
Isso já é possível, hoje, o que está posto em termos deconcepção pedagógica, legislação e políticas educacionais, possibilita a oferta de uma educação de qualidade desde que utilizem os pressupostos sugeridos pelos documentos do próprio Ministério.
Texto publicado no Bolg do Corumbá

Nenhum comentário:
Postar um comentário