quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A Educação de Jovens e Adultos em interface com Educação Profissional.

Este texto tem como finalidade contribuir para uma reflexão quanto ao estudo dos conceitos; educação e trabalho na perspectiva de uma formação integrada entre currículo formal e currículo da área profissional.


Este estudo está respaldado em discussões e debates atuais, a respeito da Educação de Jovens e Adultos e a relação dessa modalidade com a educação profissional, uma vez que as especificidades do mundo do trabalho interferem consideravelmente na forma em que a educação está sendo oferecida para essa clientela.

Partindo do pressuposto, de que hoje a discussão sobre a educação e o mundo do trabalho perpassa a integração da educação básica com a educação profissional, neste texto, vou deter-me em alguns pontos de reflexão, tais como; a relação conceitual educação e trabalho, educação formal e o mundo do trabalho, numa abordagem que possa contribuir com a integração dessa modalidade de ensino, chamada Proeja.

As relações do mundo do trabalho e a educação, em interface com esse novo modelo de currículo que precisa ser discutido, onde possa fazer a integração da formação básica com a área técnica, com pressuposto de uma nova forma de oferta de ensino onde precisamos articular a integração sem fracionar os conhecimentos científicos e técnicos, necessários para a formação dos jovens e adultos do Proeja.

O Programa Proeja/MEC, enfocando sua finalidade, sua demanda e também a importância que tem essa nova modalidade para os jovens e adultos que estão sedentos por uma resposta imediata às suas necessidades de melhorar sua vida e ter um bom desempenho no mundo do trabalho.

Deixo em aberto, para um próximo artigo, a necessidade de abordar com mais profundidade a questão curricular dessa modalidade de ensino, cuja vertente carece de estudo e do aprofundamento teórico, uma vez que a integração deve ser feita sem que haja prejuízo para qualquer uma das partes.
Seus fundamentos para chegar à proposição de um debate sobre as possibilidades de novos desenhos curriculares que possam ser adequados aos nossos alunos da Educação de Jovens e Adultos e às propostas de ensino tradicionais dessa modalidade de ensino.

Educação


"Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor.
Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda."


Paulo Freire

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Dever de casa, sim ou não?

Quando as atividades pedagógicas ultrapassam os limites da escola, o que fazer?

Iza Aparecida Saliés

Os pais têm se envolvido em demasia com a vida escolar dos filhos, sobrecarregando – os de afazeres escolares ou não, isso acontece ,com mais frequencia com crianças da classe média. Os pais procuram especialistas e aulas particulares para superar dificuldades de aprendizagem de seus filhos. Geramente são pais formados, com conhecimento, tempo, paciência para acompanhar os estudos dos filhos. E as crianças que não têm?

Pelo fato de não ter pais para aocmanhar as trabalhos escolares, essas crianças, não gozam das mesmas oportunidades para aprender, elas precisariam do apoio da escola para não ficarem em defasagem em relação às outras. As escolas deveam ajudar o estudante a fazer o dever de modo que elas não dependam da ajuda fda família.

A escola tem colaborado muito para aumentar as preocupações dos pais. Os trabalhos em grupo, o dever de casa, por exemplo, que não deveria existir, são atividades que em muitos casos a criança não consegue fazer sozinha e muitas não contam com ajuda em casa.

Esse é um problema sério, pois a criança fica desprovida de apoio para a realização de seus deveres escolares, e ao chagar na escola, é cobrado (a) pelo professor. Sem dúvida ficará em desvantagem em relação ao colega que consegui fazer o dever de casa.
Será que há necessidade de dever de casa? De quem é a rsponsabilidade de conduzir o processo ensino aprendizagem do estudante? E o tempo escolar?

E a escola o que deve fazer?

Adolescência a fase das mudanças

Quem tem filho entrando na adolescência ou já nessa fase, enfrenta uma avalanche de situações e emoções diferentes.
As mudanças que ocorrem são céleres demais, de um dia para outro o filho deixa de ser criança e passa a ter comportamentos antes não conhecidos pelos pais.
De qualquer forma, é uma experiência nova lidar com adolescentes, em muitos casos é conflitante, tanto para os pais quanto para os filhos, enfrentar esse momento da vida, causa perplexidade para toda a família.
Sugestão de filmes que tratam sobre o assunto:
· "Aos Treze", é uma garota que passa pela transformação.
· "Reflexos da Amizade", a história gira em torno de um garoto de mesma idade.
*Texto publicado originalmente no Folha Equilíbrio

domingo, 18 de janeiro de 2009

Pegadinhas da língua portuguesa.

Dicas para uso ou não de crase.

Vejamos alguns exemplos:

1. "Cheguei após as 7h": não há o acento indicador de crase, pois, no lugar da preposição a, usou-se a preposição após;

2. "Estou aqui desde as 7h": não há o acento indicador de crase, pois, no lugar da preposição a, usou-se a preposição desde.

Há, porém, uma preposição que admite a preposição a ao seu lado: é a preposição até.

Orientações do Prof: Dílson Catarino leciona gramática na 3ª série do ensino médio e no cursinho pré-vestibular do Colégio Maxi, em Londrina (PR).

Fonte: uol.educação

Educação no Sistema Prisional de Mato Grosso.

Textos de reeducandos da Mata Grande serão transformados em livro
Várzea Grande/MT 18/01/2009 - 12h47min.

Da Redação

Reeducandos em sala de aula na Penitenciária Mata Grande - Fragmentos de vidas privadas de liberdade. Recordações de momentos vividos em família, entre amigos. Sonhos. Perspectivas de um futuro melhor. Todos esses momentos foram transcritos numa coletânea de textos produzidos por reeducandos da Penitenciária Major Eldo Sá Correia (Mata Grande), em Rondonópolis.

A coletânea que já está na Imprensa Oficial de Mato Grosso (Iomat) para impressão, são 500 exmpelares, para serem lançados no próximo mês pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e Fundação Nova Chance.

Os textos foram revisados pela professora Imar Domingos Queiróz, do Núcleo Interinstitucional de Estudos da Violência da Cidadania (NIEVCi), da UFMT, e transformados no livro “Escrevendo sou Livre”.

Conforme a coordenadora de ensino e formação da Penitenciária da Mata Grande, Creuza Ribeiro, os textos começaram a ser produzidos em 2007, como uma estratégia pedagógica para a socialização dos mesmos com os educadores.

Para estimular a reflexão e leitura dos reeducandos, a Penitenciária Mata Grande inaugura, no próximo mês, um novo ambiente, biblioteca com um acervo de aproximadamente mais de três mil livros dos gêneros romance, científico, enciclopédias, periódicos, além de pelo menos mil exemplares de revistas.

Trabalharão como monitores na biblioteca dois reeducandos da penitenciária que concluíram o segundo grau na unidade.

Fonte: Jornal O Documento – www.odocumento.com.br

Avaliação da aprendizagem uma difícil tarefa da educação.

Ao avaliar a aprendizagem do estudante o professor deve considerar a auto-estima, o respeito à vivência e cultura própria do indivíduo, filosofia de vida, sentimentos e posicionamento político.

Para Canen (2001), Gandin (1995) e Luckesi (1996), a avaliação é um julgamento sobre uma realidade concreta ou sobre uma prática, à luz de critérios claros, estabelecidos prévia ou concomitantemente, para tomada de decisão.

Elementos se fazem presentes no ato de avaliar:
A realidade ou prática julgada;
Os padrões de referência que dão origem aos critérios de julgamento;
E o juízo de valor.

O educador precisa refletir acerca de algumas questões, importante para o ato de avaliar:
Quem julga?
Por que e para que se julga?
Quais os aspectos da realidade que devem ser julgados?
Deve-se partir de que critérios?
Esses critérios se baseiam em quê?
A partir dos resultados do julgamento, quais são os tipos de decisões tomadas?


A avaliação não é apenas o cumprimento de metas, índices educacionais é sim um processo que envolve também: opções; escolhas; ideologias; crenças; percepções; posições políticas; vieses e representações, que apontam critérios dos quais será julgada uma realidade.

Baseado no texto de Cássia R. M. de Assis Medel Professora e Orientadora Pedagógica do CIEP 277 João Nicoláo Filho “Janjão” - RJ.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Currículo possível para uma escola necessária.

Iza Aparecida Saliés


No contexto social contemporâneo discute - se muito as questões sociais que permeiam a escolarização, questões estas, que passam a ser atribuições de competência da unidade escolar, e vão sendo incorporadas de forma lenta e sutil. Tais competências as quais a escola precisa saber lidar, não foram aprendidas ainda pelo conjunto da escola.



A sociedade atual, “do conhecimento”, exige da escola uma nova forma de lidar com o processo ensino aprendizagem. As transformações que ocorrem na sociedade refletem indiretamente nos meandros escolares, tais mudanças impetradas atribuições para a escola, que nem ela mesma está preparada para dar resposta imediata para a sociedade. Os temas socialmente relevantes demandam especificidades que a própria escola desconhece.


A escola precisa incorporar em seu currículo escolar questões que possam atender as demandas diferenciadas da sociedade e também dar conta da pressão da crescente diversidade que a escola vem sofrendo e de sua finalidade social.


Dentre os mais variados compromissos que a escola tem com a sociedade o que mais nos preocupa é erradicar as desigualdades sem promover a diferença, para isso faz-se necessário um currículo que de conta das diversidades, que respeite as fazes de desenvolvimento do aluno, sua capacidade cognitiva, seu tempo, seu ritmo, pois só dessa maneira podemos dizer que houve aprendizagem, quando o estudante estiver preparado para resolver problemas do cotidiano.


O currículo das escolas precisa exercer o papel de repassar o saber socialmente produzido (disciplinas) sem aprofundar as diferenciações sociais trazidas do contexto social e até mesmo excluir o cidadão do espaço escolar.


A mudança na concepção de currículo escolar possível, só acontecerá, quando, os professores( nós) conseguirmos romper os velhos paradigmas petrificados em nossa prática pedagógica e conseguir aceitar novas concepções epistemológicas de ensino, para que possamos de fato ser uma escola necessária.

Ressiginificando as práticas pedagógicas na alfabetização

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso, promoveu o Seminário “Novos Olhares à Formação Continuada: ressignificando as práticas pedagógicas na alfabetização” para formar professores que atuam no primeiro ciclo de formação humana do ensino fundamental, ou seja, na alfabetização. Cerca de 120 professores, também chamados de tutores, participaram do evento, e ao chegar em sua região serão multiplicadores dos conhecimentos nas regiões que representam.

Segundo Professora Lúcia Fernanda Pinheiro de Barros da UFMG, a alfabetização tinha preocupação apenas com a decodificação, hoje, há um novo olhar para a alfabetização. Os alunos aprendiam a escrever uma frase utilizando as letras, sem entender o significado. A nova alfabetização ensina o estudante a codificação e significação do que aprendeu a escrever. Ele decodifica e produz sentido no uso social do que aprendeu. Ele aprende a ouvir e entender.


Texto baseado na entrevista de ROSELI RIECHELMANN
Assessoria/Seduc-MT

O ensino que deve também, educar para a vida

Iza Aparecida Saliés

As escolas brasileiras estão passando por pressão da sociedade, de modo a provocar uma tremenda instabilidade dentro do seu espaço e também no seu entorno. A ela são cobradas quase todas as necessidades da Sociedade, pois a estrutura familiar não está preocupada com suas obrigações e sem tempo para cuidar, acompanhar e dar afeto a seus filhos.

Todas essas deficiências vão aparecer na escola em determinado momento, no comportamento, nas relações com o professor, e na dificuldade de aprendizagem.
A grande dificuldade hoje encontrada pela escola é aprender a lidar com esse diferencial que não é de competência dela. A escola é uma instituição onde a prática pedagógica e a avaliação ainda são ferramentas do professor para coibir comportamentos indesejados.

O aluno é o espectador do processo. A grande maioria das escolas brasileiras precisa estabelecer metas e ações pedagógicas (em seu projeto político) que possam romper esta prática, digamos, centenária de dar aula, para transformar o seu espaço em um lugar em que haja interação e que seja provocador de questionamentos, inquietudes e dúvidas.

Para que isso possa acontecer, precisamos de políticas públicas para a educação que tenham como princípio fundamental, a preocupação com o aluno, contando com professores habilitados e motivados, investimentos em estruturas, valorização do profissional, formação continuada seqüenciada, com o compromisso de fazer com que as coisas aconteçam, para que, então, possamos de fato ter uma escola de qualidade e que possa atrair o aluno para a sua presença e permanência em aula. O importante não é só o acesso e, sim e principalmente, a qualidade de ensino.

Outro fator bastante importante para a qualidade do ensino é a gestão escolar. As deficiências deste setor se refletem na gestão pedagógica (ensino – aprendizagem). A forma de gestão escolar que hoje está em uso, precisa ser revista em suas estruturas, pois, a fragilidade dos gestores pedagógicos e coordenadores (quanto ao conhecimento do currículo de capacitação ou até mesmo do conteúdo) tem dificultado, consideravelmente o monitoramento dos sistemas de ensino público.
As escolas públicas brasileiras, de fato, estão em condições não favoráveis, precisam passar por uma transformação. São muitos os aspectos que interferem na oferta de uma educação de qualidade.
Orientador: Corumbá Ernesto Guimarães.

Convivência em tempos digitais

Uma das maiores qualidades do ser humano está na sua capacidade de se relacionar entre si.Nos primeiros ensaios de independência, os filhos se alimentam no relacional sob a forma de pit-stops. Quanto maior a necessidade, tanto mais longa é a parada e mais curta é a autonomia.

Os alunos carentes de ensinamentos e ficam mal preparados para a vida profissional.Estamos negligenciando a educação das crianças quando somos dirigidos pelos desejos delas.

Como os pais têm pouco tempo físico para educarem seus filhos, atribuem à falta de convivência a falta de educação dos filhos.Esta falha não está na falta do tempo, mas na qualidade de convivência. Os filhos fazem pit-tops com os pais cada vez mais curtos.

Educar significa tornar os filhos menos dependentes e mais cidadãos éticos.A falta de conhecimento e tecnologia é que dificultam as ações dos pais.

Os pais devem priorizar a educação lendo livros, artigos em jornais e revistas que agreguem valores educativos às suas ações com seus filhos.Em tempos de tecnologia digital não se deve pensar em educação somente em analógico. Os filhos já se comunicam entre si e seus amigos numa linguagem nova. Os jovens têm acesso a tudo pela Internet.

Conversam, veem e são vistos nos blogs; pelos Orkuts alimentam o ser gregário; pelos sites de busca viajam pelo mundo; o celular se transformou no seu escritório móvel...Hoje, os pais causam orgulho nos filhos ao procurarem aprender e assimilar para a sua vida os meios de comunicação deles.Seu celular travou? Experimente pedir ajuda a um adolescente.

Além de ele consertá-lo com o maior prazer, sem cobrar nada, ficará feliz em poder passar para você o que ele sabe. Passa a valorizar mais você, pai ou mãe, à medida que vocês aprendem. Isso vale hoje muito mais do que as clássicas conversas sérias que os pais gostariam de fazer com os seus filhos e assim sossegar esta inquietude e preocupação do futuro com os filhos.O ano de 2009 pode se transformar no ano da mudança de comunicação entre pais e filhos.

Içami Tiba
Psiquiatra, educador e conferencista. Escreveu “Quem Ama, Educa! Formando Cidadãos Éticos" e mais 22 livros.

Ensino Profissionalizante

15/01/2009 - 16h56
ENSINO PROFISSIONALIZANTE FOI O QUE MAIS CRESCEU EM 2008, SEGUNDO CENSO ESCOLAR
Da Redação
Em São Paulo

Atualizada às 18h37

Em 2008, o número de matrículas no ensino profissionalizante cresceu 14,7%. Foram 795.459 alunos contra os 693.610 do ano anterior. A diferença somou 101.849 alunos nessa modalidade.

As informações são Educacenso 2008, levantamento nacional que reúne dados sobre matrículas de todo o país, divulgado pelo MEC nesta quinta (15).
A educação profissional ofertada simultaneamente com o ensino médio regular teve aumento no número de matrículas de 19,6%, enquanto o profissionalizante após a educação básica teve incremento de 10,5%.

Para o ministro Fernando Haddad, esse crescimento se deve à conscientização feita pelo ministério sobre a necessidade de reforma do ensino médio. Segundo ele, está em curso uma "resignificação do ensino [médio] que passa por oferecer oportunidade profissional para juventude".
Liderança
Os Estados do Norte do país tiveram um incremento de 40,1% no número de matrículas, saindo de 24.729 matriculados em 2007 para 34.633 em 2008. O destaque da região fica com o Acre, que teve 107% de aumento - em 2008, o Estado teve 1.784 matriculados nessa modalidade.

O Estado que lidera o atendimento é São Paulo, com 292.714 matrículas em 2008. Em segundo lugar fica Minas Gerais, com 104.933 alunos no ensino técnico. Segundo Haddad, São Paulo se destaca por causa da expansão da rede pública estadual, enquanto Minas Gerais tem participação da rede particular. "Em parceria com o setor público", frisa o ministro.

"A rede federal tem, ainda, uma inserção pequena na educação profissional, comparado à somatória [de oferta] dos Estados", disse Haddad ao ser questionado sobre a participação do governo federal nesse tipo de ensino.
Atendimento público
A educação básica ainda é realizada prioritariamente pelo poder público, que atende 86,7% dos alunos matriculados. As redes municipais contam com a maior parte dos estudantes, respondendo por 24.500.852 de matrículas (46%).

Há 199.761 estabelecimentos de ensino em que estão matriculados 53.232.868 alunos, sendo que 46.131.825 estão em escolas públicas e 7.101.043, em escolas da rede privada.

O Censo Escolar é realizado anualmente pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Os dados gerados são utilizados pelo MEC para a formulação de políticas e para o desenho de programas, bem como para a definição de critérios para o repasse dos diversos tipos de recursos a escolas, estados e municípios. Também alimenta o cálculo de indicadores como o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), que é referência para as metas do PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação).

Fonte: uol Educação

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Informática no Currículo Escolar *

Parlamentar quer disciplina de informática no currículo escolarVárzea Grande, 14/01/2009 - 11:37.
Da Assessoria

O vice-presidente da Assembléia Legislativa, deputado Dilceu Dal Bosco (DEM) apresentou um projeto de lei sugerindo a obrigatoriedade da disciplina de informática básica, na grade escolar da rede pública de ensino do Estado. A iniciativa, que atenderá estudantes do Ensino Fundamental e Médio, inclui a disciplina de acordo com o conteúdo programático, respeitados os níveis de cada ensino e série, bem como a respectiva carga horária. “A informática tem se tornado a cada dia um instrumento mais eficaz na educação”, explicou Dal Bosco.

O deputado justifica o projeto pela importância que a informática proporciona na formação dos alunos que têm acesso à disciplina. “A introdução da disciplina no currículo escolar é de suma importância, pois, irá preparar os alunos para uma sociedade informatizada como novas maneiras de ler, escrever, pensar e agir”, argumentou o parlamentar.

Dal Bosco acredita na formação dos alunos com o apoio da informática como preparo para o mercado de trabalho, após a conclusão da fase escolar. De acordo com Dal Bosco, a informática inova e facilita a vida das pessoas seno peça fundamental em todos os ambientes de trabalho e educacional. “As escolas devem sofrer transformações frente a essa tecnologia e assim constituírem uma aprendizagem inovadora que leva o indivíduo a se sentir como um ser globalizado”, disse o deputado.

Segundo Dal Bosco, os computadores destinados à rede de ensino público, são os mesmos encontrados nos mais variados contextos: empresarial, acadêmico e domiciliar, sendo certo que a educação não pode ficar para trás. “A inclusão da referida disciplina na grade curricular, entre outros benefícios, reduzirá a evasão escolar”, afirmou Dal Bosco.

O projeto de Dal Bosco assegura a concentração dos alunos nas salas de aula e estimulando-o com os paradigmas da informática educativa. A proposta prevê ainda, o direcionamento para o uso adequado da informática e internet, com a utilização de material didático-pedagógico apropriado e o fomento à pesquisa.

Para elaborar o projeto, o deputado teve como base, o artigo 36, §1º, da Lei Federal n. 9.394/96, onde mostra que os conteúdos, metodologias e as formas de avaliação demonstrarão o domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem a produção moderna, sendo, portanto, indispensável à inclusão da disciplina informática básica nas escolas.

“Assim, a informática deve fazer parte do projeto político pedagógico da escola, projeto esse que define todas as pretensões da escola em sua proposta educacional”, afirmou o deputado.
* Fonte: Jornal do Dodumento -www.odocumento.com.br

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Preconceito não pode!!!!!!!!!!!!!!!

Gay que ser Doutor em educação, por que não?
Iza Aparecida Saliés
[1]

Ao ler a coluna sobre educação dia 4 deste mês, e o tema é “Travesti vence preconceito e é a 1ª pessoa nessa situação a fazer doutorado”. Como é um tema instigante e polêmico, achei que posso contribuir com algumas considerações sobre o assunto.

Será que Luma passou no doutorado porque é Gay ou porque tem competência?
Eu quero acreditar que ele teve conhecimento suficiente para tal, ou foi beneficiado pelo sistema de cotas. Vai saber?


Segundo a fala do autor do texto, “A função permite que ela intervenha em casos como o de uma diretora que chamou os pais para reclamar que o filho era gay e de outra que queria impedir a entrada de alunos travestis que usassem batom”
[2] sim, permite, desde que o profissional “Luma”, não confunda a sua opção sexual com as suas funções no trabalho.

Ao abordar que o professor chamou os pais para reclamar sobre a opção sexual do aluno, isso sim, não deveria acontecer, mesmo porque é um assunto polêmico tanto para a escola como para os pais.

Se o aluno fez sua opção sexual por ser homossexual, até ai tudo bem, é um problema dele e da família, a escola não pode discriminar por isso, mas quando essa opção começa e incomodar os costumes da escola, seu comportamento não pode e nem deve transgredir o que é convencional às pessoas que ali estão.

Travesti, usando batom na escola? Esse é uma situação delicada para a escola e que deve ser tratada com bom senso, se o aluno estiver muito extravagante, ai sim, a coordenação pedagógica deve conversar com ele e ou com os pais. E a melhor receita, sempre, é o acordo entre as partes, escola, aluno e pais.

Caso a escola tenha dificuldade para tratar do assunto, o procedimento correto é buscar ajuda da Secretaria de Educação, consultar especialistas, para não incorrer no preconceito e deixar de cumprir com sua finalidade principal que é respeitar a diversidade de gênero, de opção sexual, de idade, étnico-racial, e outras.


[1] Professora Especialista da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso.
[2] Citação do texto original

Educação e Trabalho*


Iza Aparecida Saliés

A empresa precisa de trabalhador qualificado. Para tal, faz-se necessário que ele tenha formação básica e formação técnica. Um dificultador é que no Brasil o Ensino Médio ainda não é obrigatório.

O governo federal está começando a ampliar o acesso ao Curso Técnico de Nível Médio, com a implantação do “Programa Brasil Profissionalizado” no país. Este programa tem como finalidade oferecer o Ensino Médio Integrado à Educação Profissional, tanto para alunos que estudam no diurno com os que são clientela da Educação de Jovens e Adultos (Eja? Proeja), o que vai sem dúvida contribuir para melhorar a qualificação dos trabalhadores.

O jovem brasileiro, aquele que precisa de escolarização para ser incluído no mundo do trabalho, por precisar sobreviver às diversidades da vida e por ser vulnerável econômica e socialmente, é forçado a abandonar a escola por necessidade de trabalho. Sem opção, ao abandonar a escola, fica sem qualificação.

O mundo produtivo exige trabalhador competente, com habilidade para resolver problemas complexos, saber lidar com situações difíceis, trabalhar com o inesperado, isso é o que o mercado precisa tudo e passa fundamentalmente pela escolarização.

Desta forma, fica realmente impossível uma empresa prosperar com quadro de pessoal sem qualificação para o trabalho e sem escolarização básica, sem dúvida está fadada à falência.


*Artigo publicado no Blog do Corumbá, dia 17/12/2008

Currículo organizado em Ciclo de Formação Humana*


Iza Aparecida Saliés

O currículo escolar organizado em ciclos de formação humana, possibilita ao aluno desenvolver sua capacidade cognitiva de modo que seja respeitado seu tempo e condição de aprendizagem.
Se durante o ano (o que corresponde a uma fase do ciclo) o aluno aprendeu, que pela lógica da escola ele deveria ser retido, nesse caso o aluno vai para a fase seguinte, com acompanhamento pedagógico (das disciplinas que tem dificuldade) sem necessidade de ser retido.

A escola deve constituir uma rede de apoio pedagógico para o aluno que tiver dificuldade de aprendizagem, porque o seu desenvolvimento cognitivo pode acontecer durante o ciclo, o seja durante os três anos que corresponde a um ciclo.

Aqui no Brasil também é assim, o aluno tem um acompanhamento pedagógico, (Projeto de Apoio Pedagógico), que é realizado no outro turno de estudo dele, é feito pelo professor articulador, e este, deve estar em constante diálogo, com o professor da fase ou ano que aluno esta fazendo.

No Brasil, quem não aprende só vai ser identificado no final do ciclo. Aí talvez seja tarde demais.
É inadmissível, a escola deve retomar o processo ensino aprendizagem do aluno que não consegui aprender, utilizando diferentes metodologias, recursos pedagógicos, readequação de conteúdos, de modo a sanar as falhas pedagógicas o corridas durante a trajetória.

Isso não significa que estamos empurrando o problema de aprendizagem do aluno para o fim do ciclo, ele tem o período estabelecido pela organização do ciclo, o tempo, o modo e a forma própria para aprender, e deve ser respeitada. A reprovação só ocorre quando o caso chega ao extremo. Depois que a escola utilizou todas as intervenções pedagógicas possíveis.

É fundamental que a escola entenda melhor o desenvolvimento humano e cognitivo do aluno, seu processo de socialização, seu jeito de aprender e respeite seu tempo, posto que, a finalidade maior da educação básica é a formação integral do aluno.


* Texto publicado na coluna comentários do Blog do Corumbá, dia 15/12/2008.

Bog na escola

Blog, uma nova ferramenta pedagógica para uso do professor[1].

Iza Aparecida Saliés

O uso desse aporte tecnológico (blog) na educação contribui sobremaneira para o processo ensino aprendizagem, pois quando o aluno participa de espaços de debates, onde há necessidade de utilizar uma linguagem diferenciada da usual, o ser incluído significa, nesse universo da NET, saber lidar com esse novo letramento.

Quando o professor possibilita aos alunos escolher temas e significativos para eles, e ainda mais, com possibilidade de discutir em grupos, ou seja, num blog, desta forma, os alunos estarão mobilizando saberes específicos das disciplinas pertinentes ao assunto e que serão contextualizados na construção do texto, cuja produção é do autor/aluno.

Pedagogicamente falando quando os alunos utilizam o blog, eles estão produzindo textos fundamentados em argumentos próprios, fazem critica, analisam, refletem, com isso, o aluno vai desenvolvendo diferentes habilidades e construindo competências, não só na área da linguagem, como nas demais áreas de conhecimento.

Com a utilização das linguagens tecnológicas, na escola e fora dela, cabe ao professor assegurar os conteúdos necessários para resguardar a norma culta e garantir o conhecimento científico, frente a esse novo desafio para o ensino.

O professor precisa diversificar sua aula, utilizando diferentes possibilidades metodológicas, e o blog é uma delas que pode ser usada na sala de aula. Pode parecer, a priori, que é difícil, porém com o tempo, você professor, vai perceber os benefícios que serão agregados ao processo ensino aprendizagem do aluno.


[1] Texto publicado no Blog do Corumbá ,dia 31/12/2008